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Estudantes do Ensino Superior na rua por ensino gratuito e mais alojamento

Estudantes do Ensino Superior na rua por ensino gratuito e mais alojamento

Os estudantes do Superior manifestam-se esta terça-feira nas rua de Lisboa para exigir alojamento e investimento na ação social, entre outras reivindicações.

Paulo Alexandre Amaral - RTP /
Foto: Andreia Custódio - RTP

Os estudantes chegaram à capital oriundos de todo o país. Saíram à rua numa marcha com destino na Assembleia da República.

Nas ruas de Lisboa, os estudantes fizeram-se ouvir com a exigência de gratuitidade no Ensino Superior, melhores bolsas e mais alojamento.

No dia nacional do estudante, que hoje se assinala, mais de 50 estruturas do Movimento Associativo Estudantil (MAE) de diferentes zonas do país, entre associações de estudantes, associações académicas, núcleos, grupos académicos, tunas e comissões de residentes, participam nesta manifestação que arrancou do Rossio rumo ao Parlamento.

"Queremos um Ensino Superior para todos e cada vez há menos estudantes a entrar no ensino superior e são mais suscetíveis os mais pobres que não conseguem entrar", disse à Lusa o porta-voz da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, uma das organizadoras da manifestação.

Vasco Josué defendeu a gratuitidade das propinas, referindo que a sua bolsa é insuficiente e que sobram apenas 20 euros e pouco para a alimentação.
A proposta de reforma do Sistema de Ação Social apresentada em 2025 pelo ministro da Educação elenca novas regras para o acesso a residências estudantis e apoios a estudantes alojados nestes espaços.

A proposta do Governo assenta num estudo segundo o qual o atual sistema é "pouco progressivo e não cobre de forma adequada as despesas dos estudantes".

Mas o ministro da Educação sustenta por outro lado que o Governo mantém a posição sobre as propinas. Fernando Alexandre considera que o valor deveria ser aumentado de acordo com a inflação.

No último ano letivo, foram atribuídas 84.215 bolsas de ação social - mais de 70 por cento dos bolseiros receberam o valor mínimo.

c/ Lusa
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