EUA restauram privilégios comerciais preferenciais para Hong Kong

EUA restauram privilégios comerciais preferenciais para Hong Kong

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos confirmou na sexta-feira que não vai renovar uma ordem executiva, assinada em julho de 2020, que revogava o estatuto comercial especial de Hong Kong.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Assinada durante o primeiro mandato do Presidente norte-americano, Donald Trump, em resposta à imposição pela China de uma lei de segurança nacional para limitar a dissidência política em Hong Kong, a ordem não será renovada, adiantou um porta-voz do Tesouro sob a condição de anonimato.

O porta-voz afirmou que continuarão em vigor as sanções previstas na Lei de Autonomia de Hong Kong de 2020, que penaliza autoridades que promovem a política chinesa de limitar a autonomia do território, acrescentando que a decisão de não renovar evita a duplicação de sanções.

A ordem executiva de Trump, justificada com a convicção de que Hong Kong deixou de ser suficientemente autónomo para merecer um tratamento diferenciado em relação à China continental sob certas leis, fora renovada pela última vez em julho de 2025, por um ano.

A China aprovou a lei de segurança nacional para Hong Kong após os protestos do movimento pró-democracia em 2019, a manifestação política mais significativa naquele território desde que a antiga colónia britânica voltou ao domínio chinês, em 1997.

O governo de Hong Kong afirmou, em comunicado, ter notado uma "mudança positiva na política dos EUA" em relação à cidade.

"Salvaguardar a prosperidade e a estabilidade de Hong Kong atende aos interesses comuns da China e dos Estados Unidos e também se alinha com as expectativas gerais da comunidade internacional", referiu.

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