Economia
EUA. Walmart diminui venda de munições de armas após tiroteio em El Paso
A cadeia norte-americana de supermercados decidiu deixar de vender algumas munições para armas de assalto. Esta decisão surge cerca de um mês após o tiroteio ocorrido numa das suas lojas, que provocou 22 vítimas mortais.
A Walmart cessou esta terça-feira a venda de munições de armas semiautomáticas, geralmente usadas nos tiroteios de massa. Com a medida, a cadeia de supermercados deve diminuir de 20 por cento para 6 por cento a sua participação no mercado de munições dos Estados Unidos.
Num comunicado, o patrão da Walmart, Doug McMillon, considerou “inaceitável” o status quo atual do acesso às armas. Além disso, fez um apelo ao Congresso e à Casa Branca para tomarem medidas de “bom senso”, nomeadamente através do reforço da verificação dos antecedentes dos compradores de armas.
A Walmart pediu igualmente aos seus clientes para não andarem nos corredores dos supermercados com armas de fogo visíveis, nos estados em que é permitido fazê-lo.
No entanto, a cadeia de supermercados continuará a vender algumas armas de caça, bem como as respetivas munições, de modo a tornar os supermercados “ainda mais adaptados às necessidades dos amadores de caça e de tiro”, referiu Doug McMillon.