Ex-conselheiro de Estado Dias Loureiro ouvido no DCIAP

Ex-conselheiro de Estado Dias Loureiro ouvido no DCIAP

O antigo conselheiro de Estado Manuel Dias Loureiro foi ouvido no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP). A audição foi confirmada pelo Procurador-Geral da República e Dias Loureiro já admitiu ter-se apresentado no DCIAP na qualidade de arguido.

RTP /
Dias Loureiro torna-se no segundo arguido do caso BPN depois do ex-presidente da instituição, Oliveira e Costa RTP

"Pude esclarecer aquilo que pude esclarecer", afirmou Dias Loureiro à saída do DCIAP, em Lisboa, reiterando que "não cometeu nenhuma ilegalidade" e que teve agora a oportunidade de "dizer ao magistrado que só hoje percebeu alguns contornos do negócio da Biometrics".

"Só hoje percebi alguns contornos do negócio da Biometrics que me passaram completamente ao lado", desabafou o ex-conselheiro de Estado em declarações aos jornalistas.

Dias Loureiro acrescentou que durante a inquirição foi "confrontado com documentos que nunca tinha visto".

Dias Loureiro torna-se no segundo arguido do caso BPN depois do ex-presidente da instituição, Oliveira e Costa, que se encontra em prisão preventiva há vários meses.

A notícia da audição de Dias Loureiro foi conhecida durante a tarde, tendo sido confirmada ao início da noite pelo PGR Pinto Monteiro, sem que este esclarecesse na altura se o antigo ministro e gestor da Sociedade Lusa de Negócios se apresentava no DCIAP na qualidade de arguido.

"Dias Loureiro foi ouvido quando os magistrados titulares do processo entenderam conveniente e oportuno", afirma numa breve nota o gabinete de imprensa do Procurador-Geral, acrescentando apenas que o antigo gestor da Sociedade Lusa de Negócios "foi ouvido na qualidade que os mesmos magistrados decidiram".

Dias Loureiro confirmou que a audição estava relacionada com a participação do grupo no Banco Português de Negócios (BPN) até Novembro do ano passado, altura em que a instituição foi nacionalizada.

O processo relaciona-se com a compra em 2001 da empresa Biometrics, em Porto Rico, e que resultou numa perda de 40 milhões de dólares; está também em causa a venda da Redal, empresa que detém a concessão de águas em Marrocos.

O processo está a ser investigado pelo DCIAP, chefiado pela procuradora-geral adjunta Cândida Almeida, que no início de Maio havia dito que o ex-conselheiro de Estado seria ouvido "o mais rapidamente possível". A procuradora admitia na altura que a audição seria uma mais-valia para a investigação do caso BPN.

PUB