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Expresso premiado como um dos quatro melhores design de jornais do mundo

Expresso premiado como um dos quatro melhores design de jornais do mundo

Lisboa, 20 Fev (Lusa) - O semanário Expresso foi premiado por ter um dos quatro melhores design de jornais do mundo, um reconhecimento que os responsáveis da publicação acolhem com satisfação e orgulho, mas também alguma surpresa.

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

Depois de em 2007 ter ganho o "European Newspaper Award" para o jornal com melhor design da Europa, o Expresso conquistou agora um prémio mundial para a mesma categoria.

Juntamente com o inglês The Guardian, o alemão Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung e o semanário russo Akzia, o Expresso recebeu o prémio "World`s Best-Designed Newspaper", atribuído pela Society for News Design (SND), com sede nos Estados Unidos, sendo esta a primeira vez que um jornal português é distinguido com este prémio.

O director do Expresso, Henrique Monteiro, confessou-se surpreendido com a distinção, principalmente porque ainda há pouco tempo "tinha ganho o melhor da Europa", que foi entregue em Viena.

"Depois do europeu, o mundial. A pessoa nem acredita. São mais de trezentos jornais importantíssimos a concorrer, americanos, brasileiros...Não estávamos nada à espera", afirmou em declarações à agência Lusa.

Elogiando as outras publicações que ganharam, que classifica de "exemplos fantásticos", Henrique Monteiro considera motivo de "imenso orgulho" verificar que o Expresso "não fica nada atrás".

O director do semanário reconhece que esperava receber algumas menções honrosas, mas não o grande prémio, e atribui a responsabilidade deste galardão principalmente ao director de arte, aos fotógrafos e aos infógrafos, recordando que o júri destacou a surpresa que a fotografia, a infografia e algumas páginas produzem.

Também o director de Arte do Expresso, Marco Grieco, afirma o seu espanto: "já nos outros concursos em que participámos tivemos bons resultados, tendo sido considerado no ano passado o mais bem desenhado da Europa e tendo recebido 16 prémios a nível mundial. Não esperava que voltassem a olhar para nós".

"Normalmente os prémios são atribuídos no ano em que se faz a remodelação gráfica e não voltam a ser premiados outra vez. Foi uma óptima surpresa", afirmou, considerando que este é "o prémio Nobel do design impresso".

O director de Arte salientou ainda que receber vários prémios por peças - reportagem, página, infografia - não é indicativo de maior probabilidade de ganhar o grande, já que "é muito mais difícil conseguir um jornal coeso, do principio ao fim, do que ter boas páginas".

Marco Grieco considerou ainda que além de dar expressão ao jornal no mercado externo em termos gráficos, este prémio dá ao Expresso notoriedade nos outros países.

Para Henrique Monteiro este resultado só foi possível graças à "reestruturação feita em Setembro de 2006 e ao rejuvenescimento do próprio jornal que se reflecte nas audiências".

A este propósito, o director do semanário salientou que o jornal continua a subir nas audiências, tendo agora a maior fatia de leitores entre os 25 e os 34 anos e não acima dos 40 como sucedia anteriormente, e mantém as vendas em 120 mil exemplares.

O responsável afirmou ainda continuar a estudar alterações para o jornal, nomeadamente na revista Única e no grafismo do caderno Actual, que pretende que venha a ter maior flexibilidade, maior diversidade e serviço ao leitor.

A SND organiza anualmente os prémios de design jornalístico mais importantes do mundo, que conferem aos jornais reconhecimento, mas que não têm agregada qualquer remuneração, uma vez que se trata de uma organização sem fins lucrativos, contando com mais de 2.500 afiliados, entre profissionais de design e jornalistas.

Na 29ª edição do concurso internacional, o Expresso competiu com mais de 340 meios impressos de todos os continentes, tendo o júri considerado este semanário "gentil e gracioso", "audacioso e irreverente", com "infografias surpreendentes", fotografias poderosas" e design limpo".

AL.

Lusa/Fim


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