Economia
Farmacêuticas AstraZeneca e BMS avaliam fusão em negócio de 400 mil milhões de dólares
As ações da britânica AstraZeneca desvalorizaram-se, na manhã desta segunda-feira, em quase sete por cento depois da notícia de negociações com a norte-americana Bristol Myers Squibb.
A gigante britânica da indústria farmacêutica AstraZeneca e a até agora concorrente norte-americana Bristol Myers Squibb (BMS) deram início a contactos exploratórios sobre uma potencial fusão. A concretizar-se, este negócio daria origem a um dos maiores grupos de produção de fármacos do mundo – avaliado em cerca de 400 mil milhões de dólares, o equivalente a 346,7 mil milhões de euros.
A notícia foi avançada na última noite pelo diário Financial Times.
Ambas as empresas “mantiveram conversas sobre uma fusão nos últimos meses”, escreve a publicação britânica, que cita fontes próximas do processo, segundo as quais “as negociações poderiam levar a um acordo num futuro próximo, mas também poderiam sofrer atrasos ou não se concretizar”.O valor de mercado da AstraZeneca está avaliado, na Bolsa de Londres, em 196 mil milhões de libras (229 mil milhões de euros). Já a BMS está cotada em 133 mil milhões de dólares (115,3 mil milhões de euros).
Os Estados Unidos constituem, precisamente, uma das principais metas da farmacêutica britânica, que quer extrair daquele mercado, até 2030, metade dos seus lucros; o plano passa por investir 50 mil milhões de dólares (43,3 mil milhões de euros) em quatro anos.
A AstraZeneca registou, no segundo trimestre deste ano, um acréscimo de dois por cento nos lucros líquidos, atingindo um montante próximo dos 2,1 mil milhões de euros. Números catapultados pelo segmento dos tratamentos contra o cancro.Outro sinal da aproximação da AstraZeneca aos Estados Unidos é o facto de a empresa britânica ter passado, em fevereiro, a estar também cotada na Bolsa de Valores de Nova Iorque.
Já a BMS revelou, igualmente na semana passada, que os seus proventos líquidos mais do que duplicaram no segundo trimestre, para os 3,3 mil milhões de dólares, ou 2,8 mil milhões de euros. Estes resultados foram impulsionados pelos medicamentos contra o cancro, a anemia e as doenças cardiovasculares.
Pouco antes das 7h30, em Londres, as ações da AstraZeneca resvalavam 6,7 por cento, protagonizando assim a maior desvalorização do índice FTSE 100. Segundo a agência Reuters, investidores e analistas consideram que a farmacêutica britânica não teria uma necessidade óbvia de avançar com tal fusão.
“Uma fusão com a Bristol não faz sentido estratégico nem financeiro”, avaliou, em declarações à Reuters, Markus Manns, gestor de portfólio da Union Investment, acionista da AstraZeneca.
“Muitas megafusões do passado destruíram valor e não há necessidade aparente de a AstraZeneca fazer o mesmo”, acentuou.
Por sua vez, analistas do banco norte-americano de investimentos Jefferies, também citados pela agência, manifestaram perplexidade perante a notícia das negociações: “Se há uma empresa que não precisa de engenharia financeira, essa empresa é a AstraZeneca”.
c/ AFP e Reuters
A notícia foi avançada na última noite pelo diário Financial Times.
Ambas as empresas “mantiveram conversas sobre uma fusão nos últimos meses”, escreve a publicação britânica, que cita fontes próximas do processo, segundo as quais “as negociações poderiam levar a um acordo num futuro próximo, mas também poderiam sofrer atrasos ou não se concretizar”.O valor de mercado da AstraZeneca está avaliado, na Bolsa de Londres, em 196 mil milhões de libras (229 mil milhões de euros). Já a BMS está cotada em 133 mil milhões de dólares (115,3 mil milhões de euros).
Os Estados Unidos constituem, precisamente, uma das principais metas da farmacêutica britânica, que quer extrair daquele mercado, até 2030, metade dos seus lucros; o plano passa por investir 50 mil milhões de dólares (43,3 mil milhões de euros) em quatro anos.
A AstraZeneca registou, no segundo trimestre deste ano, um acréscimo de dois por cento nos lucros líquidos, atingindo um montante próximo dos 2,1 mil milhões de euros. Números catapultados pelo segmento dos tratamentos contra o cancro.Outro sinal da aproximação da AstraZeneca aos Estados Unidos é o facto de a empresa britânica ter passado, em fevereiro, a estar também cotada na Bolsa de Valores de Nova Iorque.
Já a BMS revelou, igualmente na semana passada, que os seus proventos líquidos mais do que duplicaram no segundo trimestre, para os 3,3 mil milhões de dólares, ou 2,8 mil milhões de euros. Estes resultados foram impulsionados pelos medicamentos contra o cancro, a anemia e as doenças cardiovasculares.
Pouco antes das 7h30, em Londres, as ações da AstraZeneca resvalavam 6,7 por cento, protagonizando assim a maior desvalorização do índice FTSE 100. Segundo a agência Reuters, investidores e analistas consideram que a farmacêutica britânica não teria uma necessidade óbvia de avançar com tal fusão.
“Uma fusão com a Bristol não faz sentido estratégico nem financeiro”, avaliou, em declarações à Reuters, Markus Manns, gestor de portfólio da Union Investment, acionista da AstraZeneca.
“Muitas megafusões do passado destruíram valor e não há necessidade aparente de a AstraZeneca fazer o mesmo”, acentuou.
Por sua vez, analistas do banco norte-americano de investimentos Jefferies, também citados pela agência, manifestaram perplexidade perante a notícia das negociações: “Se há uma empresa que não precisa de engenharia financeira, essa empresa é a AstraZeneca”.
c/ AFP e Reuters