Fernando Ulrich diz que nova instituição não implica fecho de balcões ou venda de activos
O presidente do BPI sublinhou que, a concretizar-se a fusão entre BPI e BCP, não haverá fecho de balcões, nem venda de activos de nenhuma das instituições.
"Havendo clientes e sendo os dois bons bancos, não vejo razões para fechar balcões, a não ser que seja obrigado", afirmou hoje Fernando Ulrich, em conferência de imprensa.
O objectivo é criar "banco maior e mais forte e não quero vender activos de nenhum dos bancos, a não ser aqueles que as autoridades reguladoras vierem a impor", reforçou o gestor, adiantando esperar que a operação, a concretizar-se, esteja concluída dentro "de 3 a 4 meses".
Ulrich admitiu que a criação do novo banco Millennium BPI poderá "gerar oportunidades de racionalização e de aumento de eficiência", mas assegurou que estas serão "essencialmente nos serviços centrais e não na actividade comercial".
O presidente do BPI escusou-se a falar sobre ajustamentos ao nível dos colaboradores dos dois bancos (que no conjunto somam 18 mil trabalhadores, em Portugal) e afirmou que "as reestruturações serão uma matéria que será analisada", caso o projecto avance.
Frisando que o objectivo é "crescer em Portugal", mas também nos países onde BCP e BPI já operam, Ulrich reconheceu ainda "ter algumas ideias" sobre novos mercados onde o Millennium BPI poderá vir a entrar.
"As capacidades que temos em África e na Europa são alargáveis e exportáveis", sublinhou.
O presidente do BPI recusou-se a falar sobre "fragilidades" no BCP, a propósito do período conturbado que a instituição atravessa, e garantiu que vê no banco fundado por Jardim Gonçalves "um grande conjunto de oportunidades e potencialidades".
"A escolha do nome Millennium BPI é um símbolo daquilo que se pode construir em conjunto", reforçou.