Fiscais do parque de Maputo testam botas produzidas por locais com pele de gado

Fiscais do parque de Maputo testam botas produzidas por locais com pele de gado

Fiscais de floresta e fauna bravia do Parque Nacional de Maputo estão a testar os primeiros dez pares de botas feitas de pele de gado bovino, produzidas por uma associação local, iniciativa para aumentar a rentabilidade das comunidades.

Lusa /

Numa informação divulgada hoje pelo Parque Nacional de Maputo (PNAM) é referido que as botas serão distribuídas a alguns fiscais "para uma fase experimental", para avaliar a sua "durabilidade e resistência em operações terrestres e marinhas".

Segundo o administrador do PNAM, Miguel Gonçalves, as botas foram produzidas no âmbito do Programa Herding For Health, apadrinhado pelo parque e com apoio da Conservation International e a Peace Parks Foundation, esta última parceira de gestão daquela área de conservação próxima da capital moçambicana.

A iniciativa, liderada por criadores de gado, com assistência técnica de profissionais do parque, visa fortalecer a cadeia de valor local e aumentar a rentabilidade das comunidades, permitindo que produzam mais artigos para fornecer ao Parque Nacional de Maputo, mas também a outras instituições, comunidades e regiões de Moçambique.

"O programa promove práticas de pastoreio sustentável e incentiva as comunidades a desenvolverem iniciativas económicas baseadas nos recursos locais, como o processamento da pele bovina para a produção de calçado e outros artigos de couro", conclui o Parque Nacional de Maputo.

O Parque Nacional de Maputo, parte da Área de Conservação e Recursos Transfronteiriços de Libombos, que reúne quatro áreas distintas de conservação entre Moçambique, África do Sul e Suazilândia, representa uma combinação de safari e experiências marinhas. A reabilitação do parque desde 2006 viu a reintrodução bem-sucedida de 14 espécies, com uma contagem atual de 32 mil animais, segundo dados oficiais.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, na sigla em inglês) inscreveu em 13 de julho o Parque Nacional de Maputo na lista do Património Mundial da Humanidade.

A inscrição foi adotada durante a 47.ª reunião da organização, que decorreu em Paris, com a UNESCO a destacar que o parque "inclui ecossistemas terrestres, costeiros e marinhos, e abriga quase cinco mil espécies".

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