FMI revê em baixa crescimento da economia portuguesa para 1,7% em 2026

FMI revê em baixa crescimento da economia portuguesa para 1,7% em 2026

O Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou hoje a rever em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa em 2026, de 1,9% para 1,7% este ano.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: António Antunes - RTP

Esta projeção representa uma revisão em baixa face à estimativa do World Economic Outlook de abril, que já tinha também sido revista em 0,2 pontos percentuais relativamente a outubro do ano passado.

Fica também abaixo da previsão do Governo, que no relatório anual de progresso enviado a Bruxelas no final de abril tinha previsto um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2% este ano.

A equipa do FMI salienta que os efeitos negativos da guerra no Médio Oriente deverão compensar o impacto de maiores fundos da União Europeia.

Além disso, "tempestades severas prejudicaram o crescimento no início do ano, mas espera-se que as reconstruções e reparos impulsionem a atividade posteriormente, de modo que o impacto anual das tempestades deve ser amplamente neutro", considera.

Para 2027, o FMI prevê agora um crescimento de 1,6% em Portugal, e de 1,8% para 2028.

"A desaceleração adicional esperada em 2027 reflete principalmente o fim do investimento financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)", explica.
Saldo orçamental nulo

Em relação ao saldo orçamental, o Fundo Monetário Internacional prevê que será nulo este ano, o que compara com a previsão de um défice de 0,1% do PIB em abril. 

"A posição orçamental deverá estar amplamente equilibrada em 2026", projeta o FMI, no relatório sobre a missão do Artigo IV, salientando que o "impacto dos gastos relacionados com tempestades é estimado preliminarmente em cerca de 0,3% do PIB".

Além dos apoios para as tempestades, o Governo também aplicou o desconto no ISP devido à subida dos preços na energia e há outras medidas previstas no Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), que incluem, por exemplo, novos cortes no IRS.

O FMI salienta que o Orçamento do Estado para 2026 ajudará a lidar com os choques recentes, mas alerta que a postura expansionista "pode agravar as pressões inflacionistas".

c/ Lusa

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