FMI revê em baixa crescimento da economia portuguesa para 1,7% em 2026
O Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou hoje a rever em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa em 2026, de 1,9% para 1,7% este ano.
A equipa do FMI salienta que os efeitos negativos da guerra no Médio Oriente deverão compensar o impacto de maiores fundos da União Europeia.
Além disso, "tempestades severas prejudicaram o crescimento no início do ano, mas espera-se que as reconstruções e reparos impulsionem a atividade posteriormente, de modo que o impacto anual das tempestades deve ser amplamente neutro", considera.
"A desaceleração adicional esperada em 2027 reflete principalmente o fim do investimento financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)", explica.
Em relação ao saldo orçamental, o Fundo Monetário Internacional prevê que será nulo este ano, o que compara com a previsão de um défice de 0,1% do PIB em abril.
"A posição orçamental deverá estar amplamente equilibrada em 2026", projeta o FMI, no relatório sobre a missão do Artigo IV, salientando que o "impacto dos gastos relacionados com tempestades é estimado preliminarmente em cerca de 0,3% do PIB".
Além dos apoios para as tempestades, o Governo também aplicou o desconto no ISP devido à subida dos preços na energia e há outras medidas previstas no Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), que incluem, por exemplo, novos cortes no IRS.
O FMI salienta que o Orçamento do Estado para 2026 ajudará a lidar com os choques recentes, mas alerta que a postura expansionista "pode agravar as pressões inflacionistas".
c/ Lusa