Fundo Monetário Internacional promete proteger crescimento mundial e estabilidade financeira

| Economia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou hoje que a "janela de oportunidades" está a fechar-se para reformas, à medida que os riscos económicos aumentam, incitando os países a não desvalorizarem artificialmente a sua moeda.

Membros do Comité Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), o fórum político do FMI, emitiram as suas recomendações num comunicado fechando a reunião anual do Fundo e do Banco Mundial em Bali, depois de uma semana de oscilação nos mercados financeiros mundiais.

"Com uma janela de oportunidades que se fecha, é necessário avançarmos, com urgência, com as políticas e reformas necessárias para o crescimento e a prevenção de riscos", refere-se no comunicado.

O crescimento global "deverá ser estável no curto prazo e moderado a partir de então, mas a recuperação é cada vez mais desigual e alguns dos riscos já identificados foram parcialmente verificados".

O FMI reduziu sua previsão de crescimento do PIB global nesta semana para 3,7% para 2018 e 2019 (-0,2 pontos), o mesmo nível de 2017.

"Há riscos crescentes para a economia num contexto de altas tensões comerciais, preocupações geopolíticas, condições fiscais mais difíceis e que afetam muitos mercados e países emergentes", refere o documento.

A diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, disse, por seu turno, que a reunião do organismo concluiu que o crescimento global "ainda é forte, mas está nivelado", adiantando que os países devem garantir "que não venham a derivar".

"Naveguemos juntos e seremos mais fortes. Concentrem-se mais em suas políticas. Não derivem e vamos cooperar o máximo que pudermos, porque estaremos melhor juntos", disse a responsável.

As reuniões foram ofuscadas por uma onda de oscilação nos mercados financeiros e pela ameaça ao crescimento global do confronto comercial entre os Estados Unidos e a China em relação às políticas de tecnologia de Pequim.

O governador do banco central da China, Yi Gang, juntou-se ao coro de consternação sobre o impasse comercial, que resultou na imposição de sanções a dezenas de milhares de milhões de dólares em importações de produtos chineses. O protecionismo e as tensões comerciais são "grandes riscos" para a economia mundial, disse aos seus colegas líderes financeiros.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, minimizou o nível de alarme, referindo que "não perde o sono" com a possibilidade de a China aumentar as suas vendas de títulos do tesouro dos EUA em retaliação à pressão de Washington para alterar as estratégias económicas nacionais.

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