Fusão das empresas da RTP e RDP em Janeiro de 2007

Fusão das empresas da RTP e RDP em Janeiro de 2007

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, disse que o Governo pretende concluir em Janeiro de 2007 o processo de reestruturação da RTP e RDP, com a fusão das quatro empresas do grupo.

Agência LUSA /
Lusa

"Contamos apresentar em Novembro à Assembleia da República a revisão do modelo de gestão da RTP e RDP, concluindo o processo de reestruturação iniciado em 2002", disse Augusto Santos Silva no Centro de Produção do Porto da RTP, em Gaia, onde se realizou a apresentação do projecto Media Parque.

Segundo o ministro, o novo modelo prevê a fusão da RTP SGPS, RTP SPT, RDP e RTP Meios de Produção numa única empresa de capitais exclusivamente públicos, a Rádio e Televisão de Portugal.

Augusto Santos Silva garantiu que a fusão não implicará o fim da autonomia editorial da RTP e da RDP, sublinhando que a intenção é manter "a marca e a referência histórica da RDP".

O ministro com a área da comunicação social disse esperar que seja inaugurado na Primavera de 2007 o novo edifício da RTP na Avenida Marechal Gomes da Costa, em Lisboa, e a seguir o edifício da RDP no Monte da Virgem, em Gaia.

Simultaneamente, vão ser desenvolvidas negociações com os governos regionais dos Açores e da Madeira para a fusão dos centros regionais da RTP e RDP nos dois arquipélagos.

O contrato para a construção do "Edifício RDP" em Gaia, no valor de cerca de 3,4 milhões de euros, foi hoje assinado pelas administrações da RTP e da construtora Soares da Costa, devendo a obra começar "de imediato" e estar concluída "no primeiro semestre de 2007".

A construção deste edifício, que vai albergar a actual RDP/Norte e alguns serviços da RTP, constitui a primeira fase do projecto de transformação do complexo de produção do Monte da Virgem num Media Parque.

Este projecto terá mais duas fases, ainda não calendarizadas, que visam a concentração no Monte da Virgem de empresas do sector audiovisual, universidades e centros de investigação da área da comunicação social, a par de serviços complementares, como parques de estacionamento, restauração, um "health-club" e um hotel.

No total, o projecto Media Parque prevê um investimento de 100 milhões de euros na construção de três sectores de edifícios numa área de 116 mil metros quadrados.

Augusto Santos Silva enalteceu o facto de terem sido já assinados contratos de adesão com a Universidade do Porto e com o Instituto Superior Politécnico Gaya (ISPGaya), estando a decorrer negociações no mesmo sentido com o Instituto Politécnico do Porto e com a Universidade Católica.

O ministro referiu que o Media Parque está a candidatar-se à classificação como Projecto de Interesse Nacional (PIN) da Agência Portuguesa para o Investimento (API), "sem que isso represente nenhum custo acrescido para o Estado ou para os contribuintes portugueses".

Santos Silva disse também que deverá ser apresentado "ainda em Outubro" o ante-projecto da nova Lei da Televisão, que irá "clarificar" as competências e responsabilidades dos operadores televisivos.
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