Galp admite regresso à exploração petrolífera em Angola mas sem decisão tomada

Galp admite regresso à exploração petrolífera em Angola mas sem decisão tomada

A Galp admite regressar às atividades de exploração e produção de petróleo em Angola e está a analisar oportunidades no país, mas ainda não tomou qualquer decisão concreta, disseram hoje os co-presidentes executivos da empresa à Lusa.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Pedro A. Pina - RTP

"A hipótese de nós regressarmos a Angola existe. Se há alguma decisão tomada concretamente que tenhamos para partilhar, não", afirmou o co-CEO João Diogo Marques da Silva, numa conversa telefónica com a Lusa, no âmbito da apresentação dos resultados do primeiro semestre.

A petrolífera portuguesa vendeu em 2024 os ativos de exploração e produção que detinha em Angola, embora mantenha operações no segmento de distribuição e comercialização de combustíveis no país.

João Diogo Marques da Silva confirmou que a empresa está a fazer um levantamento das oportunidades existentes, salientando que a Galp conhece bem o mercado angolano e mantém uma boa relação com as autoridades locais e com a petrolífera estatal Sonangol.

"É de facto um país que conhecemos bem, porque estivemos presentes vários anos. Aliás, a nossa exploração começou em Angola há muitos anos, portanto, sentimos-nos confortáveis com a geografia", acrescentou.

A co-CEO Maria João Carioca explicou que a Galp analisa regularmente ativos que possam permitir à empresa manter os atuais níveis de crescimento e de produção de petróleo e gás.

A empresa está especialmente focada na Bacia Atlântica do Sul, uma área geográfica que inclui Angola e onde a Galp já tem experiência e relações históricas.

"Angola está nesse perímetro geográfico e temos efetivamente um relacionamento histórico, uma parceria e uma proximidade com Angola", afirmou.

Segundo a responsável, qualquer eventual investimento terá de ser compatível com a situação financeira da Galp e enquadrar-se nas prioridades estratégicas da empresa.

Maria João Carioca explicou que a análise não se limita a Angola, abrangendo outras geografias onde a Galp já está presente, nomeadamente Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

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