Governo diz que acordo com SIM resolve bloqueios antigos no Hospital das Forças Armadas
O Governo assegurou hoje que o acordo assinado com o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) permite resolver bloqueios antigos nas carreiras dos médicos civis das Forças Armadas, garantindo maior estabilidade e previsibilidade no Hospital das Forças Armadas (HFAR).
Em comunicado, o Ministério da Defesa manifestou a sua satisfação com o acordo assinado esta quinta-feira com o SIM, sublinhando que irá melhorar as carreiras dos profissionais de saúde do HFAR.
"Vamos dar resposta a problemas que incompreensivelmente afetavam, há muitos e muitos anos, profissionais de saúde do HFAR. Não tinham resposta, mas passaram a ter, em várias dimensões", afirmou o ministro da Defesa, Nuno Melo, citado na nota.
O governante sublinhou que o acordo corrige situações que se arrastavam desde a criação do hospital, corrigindo "uma injustiça antiga, ao assegurar a regularização das progressões na carreira médica, incluindo a progressão automática para assistente graduado com a aquisição do grau de consultor".
Nuno Melo destacou ainda o impacto do acordo na organização das carreiras e na previsibilidade dos concursos.
"Viabilizamos finalmente o primeiro concurso em mais de duas décadas para a categoria de assistente graduado sénior, retomando uma periodicidade que devolve previsibilidade, justiça e dignidade a estas carreiras", conclui o Ministro da Defesa.
Entretanto, num comunicado divulgado esta tarde, o SIM afirmou que este acordo permite desbloquear a carreira dos médicos civis das Forças Armadas, após "bloqueios com mais de três décadas".
A estrutura sindical adiantou à Lusa que este "acordo histórico" prevê a abertura de 40 vagas - 26 já este ano - para assistente graduado sénior e mais de 100 vagas - 49 em 2026 - para consultor, que vão corrigir os bloqueios na carreira médica das Forças Armadas e reforçar a sua estabilidade e atratividade.
"Estes problemas estruturais foram ultrapassados, incluindo os bloqueios à promoção a assistente graduado e os conflitos judiciais nas carreiras médicas, com a celebração de um acordo que permite cessar processos que se arrastavam há anos", salientou o sindicato.