Governo e empresários timorenses acordam promover desenvolvimento económico

Governo e empresários timorenses acordam promover desenvolvimento económico

O Governo de Timor-Leste e os empresários timorenses assinaram um acordo para promover o crescimento económico liderado pelo setor privado do país, anunciou hoje o executivo timorense.

Lusa /
Reuters

"O acordo estabelece um quadro de cooperação entre o Governo e o setor privado orientado para a promoção de um crescimento económico liderado e sustentado pelo investimento privado, focado na diversificação, resiliência e inclusão", pode ler-se na informação divulgada na página oficial do executivo.

O documento foi assinado segunda-feira entre o ministro do Comércio e Indústria, Filipus Nino Pereira, e o presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Timor-Leste, Jorge Serrano, no final do encontro entre o Governo e o setor privado.

Com o acordo, o Governo e o setor privado pretendem reformar o ambiente de negócios, nomeadamente a simplificação e digitalização de procedimentos administrativos e a redução da burocracia, mas também reforçar o investimento nos setores agrícola, comercial, industrial, turístico e de serviços.

O desenvolvimento de micro, pequenas e médias empresas, a promoção da inovação e digitalização e de acesso ao financiamento, bem como das exportações e a atração de investimento estrangeiro são outros dos compromissos assumidos por ambos.

Num relatório divulgado na segunda-feira, o Banco Central de Timor-Leste (BCTL) refere que o setor privado timorense é pequeno, concentrado em setores de baixa produtividade e que o seu desenvolvimento está dificultado por constrangimentos estruturais, incluindo acesso limitado ao financiamento e restrições regulatórias.

Os dados do BCTL indicam que o investimento privado está concentrado na construção, que representou 32,2% da produção dos últimos cinco anos e no comércio a grosso e a retalho, com 25,1% da produção.

"Esta concentração indica que o investimento privado está sobretudo orientado para atividades ligadas à despesa pública e à procura interna, em vez de setores transformadores e de elevada produtividade. O investimento nos restantes setores permanece limitado", destaca o BCTL.

O desenvolvimento industrial ainda é fraco, representando apenas 7,2% do investimento, o setor dos transportes e armazenamento representa 3,7% do investimento, enquanto o do alojamento e restauração apenas 5%.

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