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Governo timorense prepara orçamento retificativo após subida de preços

Governo timorense prepara orçamento retificativo após subida de preços

O Governo de Timor-Leste está a preparar um orçamento retificativo devido ao aumento dos preços provocados pelo conflito do Médio Oriente, anunciou hoje a ministra das Finanças timorense, Santina Viegas.

Lusa /

Segundo a ministra, citada num comunicado da Presidência timorense, o ajuste visa mitigar o impacto da subida dos preços globais através da garantia de fundos para subsídios essenciais, incluindo a segurança alimentar e os custos dos combustíveis, para proteger o poder de compra dos timorenses.

A ministra reuniu-se hoje com o Presidente timorense, José Ramos-Horta, no Palácio da Presidência, em Díli.

Santina Viegas informou que o trabalho está a ser feito, mas não precisou o valor, nem as alterações a introduzir, salientando que cada ministério está a analisar os dados para poder contribuir.

O chefe de Estado sublinhou a "importância da coordenação interministerial para assegurar que as medidas financeiras propostas respondem efetivamente às necessidades da população durante este período desafiante", pode ler-se no comunicado da Presidência timorense.

O Governo de Timor-Leste aprovou no início de abril uma despesa de 168,8 milhões de dólares (144,3 milhões de euros) para garantir combustível até ao final do ano devido ao conflito no Médio Oriente.

No final de março, o executivo, liderado por Xanana Gusmão, já tinha aprovado um diploma a estabelecer limites máximos para o preço dos combustíveis no país.

Xanana Gusmão admitiu, na semana passada, a possibilidade de cortar o fornecimento da eletricidade, entre as 23:00 e as 05:00, caso se prolongue o conflito no Médio Oriente.

Os Estados Unidos e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, um ataque militar ao Irão, que justificaram com a falta de flexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

Depois de negociações durante este fim de semana em Islamabad, Paquistão, sem chegar a um acordo, os Estados Unidos anunciaram que o exército norte-americano vai iniciar um bloqueio dos portos iranianos a partir de hoje.

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