Greve geral. Governo convicto de que "esmagadora maioria" vai trabalhar

Greve geral. Governo convicto de que "esmagadora maioria" vai trabalhar

O primeiro-ministro mostrou-se esta terça-feira convicto de que a "esmagadora maioria dos portugueses que trabalha" vai trabalhar na quarta-feira, dia de greve geral. Já a ministra do Trabalho avisa que o direito à greve não se pode sobrepor ao direito que quem quer trabalhar ou levar o filho à escola e que é por isso que é importante aprovar a reforma laboral, que reforça os serviços mínimos em dias de greve.

RTP /
Lusa

Luís Montenegro, quando questionado sobre qual a expetativa sobre o impacto da greve geral, afirmou “não fazer ideia” de qual será o nível da adesão.

"Logo veremos, o que eu espero é que, como tenho a minha convicção, é de que a grande maioria, a esmagadora maioria dos portugueses que trabalha, vai trabalhar amanhã", referiu.

Muitas vezes o que acontece, acrescentou, é que uma minoria consegue condicionar o trabalho dos outros.

"Eu espero que isso não aconteça, espero que se conciliem as duas coisas, que é, uns têm o direito a exercer o direito à greve e fazem-no, outros têm o direito a trabalhar e também o possam fazer", frisou.

À chegada, Montenegro tinha à sua espera cerca de 20 manifestantes a contestar o pacote laboral. O primeiro-ministro destacou que esses manifestantes são "sempre os mesmos e são militantes acérrimos da CGTP".

"O que eu posso dizer é que tenho gosto em vê-los quase todos os dias, que eles agora fazem parte do meu dia-a-dia, mas, sobretudo, dizer que temos um grande respeito pelos portugueses que querem emitir a sua discordância sobre alguns temas e querem fazer greve", assinalou.

"Aquilo que eu espero é que deixem os portugueses trabalhar, isto é, deixem os portugueses que querem exercer um direito a poder exercê-lo, o direito à greve, mas também deixem aqueles que não querem exercer esse direito, que querem trabalhar, que querem ir para a escola, que querem ir às consultas médicas, que querem fazer aquilo que são as suas tarefas diárias que o possam fazer também", assinalou.

A ministra do Trabalho complementa a visão. Considera que uma greve geral é sempre grave porque transtorna a vida da população. Afirma que o direito à greve não se deve sobrepor ao direito de quem trabalha e coloca a tónica nas mudanças pretendidas com a reforma laboral, no sentido de reforçar os serviços mínimo s em dias de greve.

A central sindical CGTP entregou um pré-aviso de greve geral para 03 de junho contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.

O Governo aprovou em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento.

c/Lusa
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