Economia
Greve na Infraestruturas de Portugal sem serviços mínimos nos comboios
Os trabalhadores da Infraestruturas de Portugal estão esta segunda-feira em greve, uma ação de protesto que atinge a circulação de comboios de passageiros, para a qual não foram decretados serviços mínimos. Os sindicatos acusam a empresa e o Governo de terem recuado face a um primeiro acordo.
A empresa pretendia ver decretados serviços mínimos que correspondessem a 25 por cento do habitual número de comboios de transporte de passageiros. Todavia, o tribunal arbitral teve outro entendimento, optando por não determinar serviços mínimos dada a duração da paralisação e a existência de alternativas.
Assim, circulam os comboios em funcionamento no início da greve e estão apenas assegurados os “serviços necessários à movimentação dos comboios socorro, assim como “os serviços urgentes relativos ao transporte de mercadorias perigosas e bens perecíveis”.
A Infraestruturas de Portugal (IP) queria também ver decretados serviços mínimos equivalentes a nove por cento dos transportes de mercadorias, tal como na greve de 12 de março, sublinhando que esta ação foi “marcada pelos mesmos sindicatos, nas mesmas empresas e com idênticos objetivos”.
A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) acusa o Governo e a administração da IP de terem “fugido” a um acordo no sábado.
“Decorreu, no Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, uma reunião com os representantes do Governo, da IP e sindicatos, finda a qual o Governo e a administração fugiram à possibilidade de se ter encontrado uma solução que evitasse a greve”, adiantou em comunicado a estrutura sindical afeta à CGTP.
Argumentos reforçados pelo coordenador nacional da Fectrans, José Manuel Oliveira, na edição desta segunda-feira do Bom Dia Portugal.
O dirigente sindical antecipou também uma forte adesão à greve.
Valorização salarial
Ainda segundo a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, houve entendimento para uma valorização dos salários de “20 euros durante 11 meses e 25 euros no último mês, sendo este valor a integrar a tabela salarial em janeiro próximo, mas pago durante 14 meses”.A Infraestruturas de Portugal nasceu da fusão entre a Refer - Rede Ferroviária Nacional e a EP – Estradas de Portugal.
“Ao passar ao papel a discussão que estava efetuada, fomos confrontados com uma proposta de redação pouco clara”, indicou a estrutura.
“Nomeadamente, não se assumia sem sombra de dúvidas o valor de 25 euros a transitar para a tabela, não se assegurava a garantia de aplicação do futuro Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) aos trabalhadores com vínculos à função pública, por fim, para compensar os trabalhadores da diferença, propuseram que estes passassem a ter mais uma dispensa, mas com perda e renumeração, o que neste ponto se tornou inaceitável”, concluiu a Fectrans.
c/ Lusa
Assim, circulam os comboios em funcionamento no início da greve e estão apenas assegurados os “serviços necessários à movimentação dos comboios socorro, assim como “os serviços urgentes relativos ao transporte de mercadorias perigosas e bens perecíveis”.
A Infraestruturas de Portugal (IP) queria também ver decretados serviços mínimos equivalentes a nove por cento dos transportes de mercadorias, tal como na greve de 12 de março, sublinhando que esta ação foi “marcada pelos mesmos sindicatos, nas mesmas empresas e com idênticos objetivos”.
A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) acusa o Governo e a administração da IP de terem “fugido” a um acordo no sábado.
“Decorreu, no Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, uma reunião com os representantes do Governo, da IP e sindicatos, finda a qual o Governo e a administração fugiram à possibilidade de se ter encontrado uma solução que evitasse a greve”, adiantou em comunicado a estrutura sindical afeta à CGTP.
Argumentos reforçados pelo coordenador nacional da Fectrans, José Manuel Oliveira, na edição desta segunda-feira do Bom Dia Portugal.
O dirigente sindical antecipou também uma forte adesão à greve.
Valorização salarial
Ainda segundo a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, houve entendimento para uma valorização dos salários de “20 euros durante 11 meses e 25 euros no último mês, sendo este valor a integrar a tabela salarial em janeiro próximo, mas pago durante 14 meses”.A Infraestruturas de Portugal nasceu da fusão entre a Refer - Rede Ferroviária Nacional e a EP – Estradas de Portugal.
“Ao passar ao papel a discussão que estava efetuada, fomos confrontados com uma proposta de redação pouco clara”, indicou a estrutura.
“Nomeadamente, não se assumia sem sombra de dúvidas o valor de 25 euros a transitar para a tabela, não se assegurava a garantia de aplicação do futuro Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) aos trabalhadores com vínculos à função pública, por fim, para compensar os trabalhadores da diferença, propuseram que estes passassem a ter mais uma dispensa, mas com perda e renumeração, o que neste ponto se tornou inaceitável”, concluiu a Fectrans.
c/ Lusa