Grupo CS quer internacionalização na Europa após consolidar investimentos internos até 2010
Lisboa, 14 Jan (Lusa) - O presidente do grupo hoteleiro CS pretende apostar na internacionalização da actividade na Europa, mas só após a consolidação dos investimentos de 1,477 mil milhões de euros a desenvolver em Portugal até 2010.
Em declarações aos jornalistas à margem de uma conferência de imprensa para apresentar os novos projectos do grupo, Carlos Saraiva avançou que a internacionalização "não está nas prioridades actuais".
O grupo CS desenvolve actividade na área da hotelaria, saúde e bem-estar, produção fabril e construção e promoção imobiliária.
"O grupo espera ter oportunidades, por exemplo em Espanha, mas só depois da consolidação da posição interna", o que espera que venha a acontecer por volta de 2010, quando prevê ter concluídos os 12 empreendimentos hoteleiros e de turismo residencial em fase de projecto ou construção.
Quanto à forma de realizar investimentos no estrangeiro, além dos modos de financiamento já utilizados, quer com capitais próprios, quer com recurso à banca, Carlos Saraiva não afasta a possibilidade de recorrer ao mercado, com entrada na bolsa de valores do grupo CS, para aumentar o capital.
"Ser cotado em bolsa é uma forma de aumentar o capital para enfrentar novos investimentos", defendeu o responsável.
Na opinião de Carlos Saraiva, o mercado europeu, que classifica de "aberto", é a opção correcta para os grupos portugueses que querem crescer, e aponta a preferência por mercados como a Holanda, Finlândia ou Dinamarca, além de Espanha.
"A Europa é [a zona] correcta" para apostar na internacionalização, enquanto o Brasil é uma alternativa afastada, considerou Carlos Saraiva, explicando que aquele mercado "não é bom negócio para as empresas portuguesas crescerem".
O presidente da CS admitiu, ainda, que o grupo "já tomou uma posição [numa empresa] no estrangeiro" há algum tempo, mas escusou-se a avançar mais pormenores.
EA.
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