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Grupo Luís Simões defende aumento de 50% na capacidade dos camiões para reforçar competitividade

Grupo Luís Simões defende aumento de 50% na capacidade dos camiões para reforçar competitividade

Lisboa, 13 nov (Lusa) - O grupo Luís Simões, líder no transporte rodoviário de mercadorias em Portugal, defende o aumento em 50% do limite de carga dos camiões, das atuais 40 para 60 toneladas de peso bruto, para reforçar a competitividade do país.

Lusa /

"Isto é a competitividade do país e para aumentar é preciso zero euros de investimento. É só preciso haver vontade política", defendeu o presidente, José Luís Simões, no encontro "Transportes, Competitividade e Futuro", a decorrer em Lisboa.

Em declarações à Lusa, o presidente do grupo de transporte de mercadorias explicou que a Luís Simões apresentou aos governos português e espanhol um projeto-piloto que prevê o aumento da capacidade de carga dos veículos pesados, das atuais 40 para 44 toneladas, e ao mesmo tempo um formato novo, designado `giga trailer`, que reforça em 50% a capacidade de carga dos veículos pesados.

De acordo com os empresários, neste caso, o veículo de 60 toneladas teria restrições de circulação, no que se refere a vias, e de mercadorias, realçando os ganhos de competitividade para as transportadoras e para o país.

"Neste momento, em Espanha o nosso projeto está a avançar. Estamos a trabalhar com os carregadores e o Estado para selecionar eixos e segmentos" para permitir os camiões com peso bruto total de 60 toneladas, revelou, acrescentando que estes pesados circulam nos países escandinavos desde os anos 60 e na Holanda desde os anos 80.

Já em Portugal, acrescentou, "o projeto foi apresentado ao anterior Governo, mas está tudo parado".

"Estamos preocupados com outras coisas que não a competitividade do país. Isto é que é a competitividade do país", ironizou, realçando que "é preciso 0 investimento, é só preciso vontade política".

José Luís Simões não tem dúvidas dos ganhos de competitividade, uma vez que se aumenta a capacidade do transporte de mercadorias com um "ligeiro acréscimo" do consumo de combustível, que é uma despesa "brutal" para as transportadoras.

Em relação ao aumento da limitação dos atuais veículos em mais quatro toneladas, considerou, "é um processo mais simples que passa apenas por autorizar", uma vez que se trata dos veículos atualmente utilizados pela maioria das empresas.

O grupo Luís Simões espera fechar 2012 "a crescer ligeiramente as vendas e a não perder dinheiro".

"Vamos ver se não perdemos. E isso é uma luta muito grande. Ninguém tem ideia com o que as empresas de transportes estão a fazer para reduzir custos", declarou.

A introdução de portagens nas antigas estradas sem custos para os utilizadores (scut) exigiu "um trabalho duríssimo durante algum tempo", admitiu, explicando que "a racionalidade da utilização [destas estradas] teve que ser apertadas".

"Houve custos que cresceram e não foi possível fazê-los incidir sobre o mercado. O que as empresas de transporte estão a fazer é destruir a margem na cadeia toda", concluiu.  

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