Indústrias alimentares representam 2% das empresas - Banco de Portugal
Lisboa, 16 jun (Lusa) - Em 2014, as indústrias alimentares representavam 2% do total das empresas existentes em Portugal, empregavam cerca de 4% dos trabalhadores ao serviço das 5,9 mil empresas do país e detinham 3% do volume de negócios total, foi hoje divulgado.
Estas conclusões resultaram da Análise Setorial das Indústrias Alimentares feita pelo Banco de Portugal, com base em informação sobre a situação económica e financeira das empresas deste setor entre 2010 e 2015.
Segundo a nota de informação estatística emitida hoje pelo Banco de Portugal, o peso relativo das indústrias alimentares manteve-se relativamente inalterado no período de 2010-2014.
"A relevância das indústrias alimentares nas indústrias transformadoras também se manteve genericamente inalterada, totalizando cerca de 14% das empresas e do número de pessoas ao serviço e 15% do respetivo volume de negócios", diz o documento.
Em 2014, as microempresas eram as mais numerosas (71%) do setor em análise, embora fossem menos expressivas em termos de volume de negócios (5%) e do número de trabalhadores (16%).
As PME, apesar de serem menos representativas em número de empresas (28%), detinham a maior parcela do volume de negócios (59%) e do número de trabalhadores (64%).
As grandes empresas (0,6%) empregavam 20% dos trabalhadores do setor e tinham 37% do volume de negócios.
Os "produtos de padaria" destacaram-se relativamente ao número de empresas (63%) e de trabalhadores (43%).
Relativamente ao volume de negócios foram os "produtos à base de carne" os mais relevantes, com 20% do total.
Os distritos de Lisboa e do Porto representavam respetivamente 32% e 15% do volume de negócios do setor.
Em 2014, por cada empresa do setor que cessou atividade, foram criadas 1,4 novas empresas, o que contribuiu para um crescimento de 1,8% do número de empresas em atividade.
No entanto, o volume de negócios das indústrias alimentares diminuiu 0,6% em 2014 devido à diminuição do volume de negócios das microempresas (12%) e das grandes empresas (9%).
Nas PME, o volume de negócios aumentou 7%.