Economia
INE confirma que economia portuguesa cresceu 1,9% em 2025
O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou hoje que a economia portuguesa cresceu 1,9% em 2025, em volume, após ter aumentado 2,2% em 2024.
De acordo com a versão preliminar das Contas Nacionais Anuais para 2025 divulgada hoje pelo INE, em termos nominais, o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 5,9% em 2025 (7,2% em 2024), atingindo cerca de 307.000 milhões de euros.
O deflator implícito do PIB desacelerou em 2025 para uma taxa de variação de 3,9%, após um crescimento de 4,9% em 2024.
A procura interna acelerou em 2025, passando de um contributo para a variação anual do PIB de 2,9 pontos percentuais em 2024 para 3,7 pontos percentuais, verificando-se uma aceleração das despesas de consumo final.
Já o contributo da procura externa líquida foi mais negativo em 2025 (passou de -0,6 pontos percentuais em 2024 para -1,8 pontos percentuais em 2025), tendo as exportações de bens e serviços em volume desacelerado mais intensamente do que as importações de bens e serviços (as exportações aumentaram 0,4%, após um crescimento de 3,2% no ano anterior, e as importações desaceleraram para 4,2%, contra 4,7% em 2024).
Nos dados hoje divulgados, o INE reviu em alta de 0,1 pontos percentuais as taxas de variação do PIB em 2024 para 7,2% em termos nominais e para 2,2% em termos reais.
Para 2025, a nova informação incorporada não implicou a alteração da variação anual em volume do PIB (1,9%), divulgada na estimativa rápida para o quarto trimestre publicada pelo INE a 30 de janeiro passado.
No entanto, em termos trimestrais, as taxas de variação em volume foram revistas a partir do primeiro trimestre de 2024, com incidência também nos trimestres de 2025.
Em 2025, o consumo privado (despesas de consumo final das famílias residentes e das instituições sem fim lucrativo ao serviço das famílias) aumentou 3,5% em termos reais, acelerando 0,5 pontos percentuais face a 2024.
O consumo público (despesas de consumo final das Administrações Públicas) acelerou em termos reais, registando uma taxa de variação de 1,7% (1,5% no ano anterior), enquanto em termos nominais aumentou 7,2% (8,1% em 2024).
Quanto ao investimento, subiu 5,7% em termos reais em 2025, após um crescimento de 3,8% registado no ano anterior, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) registou um aumento menos intenso face ao ano anterior (passando de 4,3% para 3,5%) e o Valor Acrescentado Bruto (VAB) a preços base cresceu 1,7% em volume, após um aumento de 2,1% em 2024.
Em 2025, o emprego para o conjunto dos ramos de atividade (medido em número de indivíduos) registou um crescimento de 2,3%, após um aumento de 0,7% no ano anterior.
No último trimestre do ano passado, o PIB registou uma variação homóloga de 1,9%, em volume, menos 0,3 pontos percentuais do que nos três meses anteriores, e de 0,9% em cadeia, após um aumento de 0,6% no trimestre anterior.
Entre outubro e dezembro, o contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB diminuiu para 2,9 pontos percentuais (3,7 pontos percentuais no terceiro trimestre), refletindo a desaceleração das despesas de consumo final.
Por componentes da procura interna, em volume, verificou-se uma desaceleração do consumo privado, para uma variação homóloga de 2,8% no quarto trimestre (3,9% no trimestre anterior).
O investimento também registou um crescimento menos pronunciado (passando de uma variação de 4,3%, no terceiro trimestre, para 4,1%), refletindo a evolução da variação de existências.
O consumo público acelerou ligeiramente para uma variação de 1,8% (1,7% no trimestre precedente).
Já a procura externa líquida registou um contributo menos negativo para a variação homóloga do PIB (passando de -1,5 para -1,0 pontos percentuais), observando-se uma diminuição em volume de 0,7% das exportações (aumento de 0,6% no terceiro trimestre), e uma desaceleração das importações (variações de 3,6% e 1,4% no terceiro e quarto trimestres).
No quarto trimestre de 2025, o investimento em volume registou um crescimento homólogo de 4,1% (4,3% no trimestre anterior), enquanto o VAB a preços base registou uma variação homóloga de 1,4% (2,1% no trimestre anterior) e o emprego total aumentou 2,7% em termos homólogos (2,8% no terceiro trimestre).
No último trimestre de 2025, na comparação em cadeia, o contributo da procura interna foi negativo (-0,2 pontos percentuais), que compara com o contributo de 1,5 pontos percentuais no trimestre anterior, verificando-se uma diminuição do investimento e a desaceleração das despesas de consumo final.
Em sentido oposto, o contributo da procura externa líquida para a taxa de variação em cadeia do PIB passou de -0,9 pontos percentuais para +1,1 pontos percentuais, com uma "diminuição pronunciada" das importações, que mais do que compensou a redução das exportações.