Economia
Inquérito da CMVM a universitários encontra "fragilidades" em literacia financeira
Levado a cabo no ano passado, o VI inquérito “dirigido, maioritariamente, à população universitária” avaliou “atitudes” perante o “risco em geral e face ao risco financeiro e às perdas”.
O VI inquérito da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários à população universitária revela que “persistem algumas fragilidades ao nível da literacia financeira”, isto num universo “com maior escolaridade do que a generalidade da população portuguesa”. Os resultados, conhecidos esta sexta-feira, indicam que 42,3 por cento “manifestam alguma aversão ao risco financeiro” – o principal objeto da auscultação.
“Cerca de 36,7 por cento dos respondentes afirmam ser pouco ou nada conhecedores de matérias relacionadas com mercados e produtos financeiros e 33,1 por cento responderam corretamente a menos de metade das questões de literacia financeira colocadas”, lê-se na síntese do inquérito da CMVM.O regulador assinala ainda que 64,4 por cento “efetuam uma correta autoavaliação dos respetivos conhecimentos financeiros. No entanto, um em cada cinco subestima os conhecimentos que demonstra possuir, enquanto 15,3 por cento apresentam uma autoavaliação superior aos conhecimentos efetivamente evidenciados”.
Em matéria de hábitos de poupança, o inquérito indica que “quase metade dos respondentes”, ou seja, 49,4 por cento, “afirmaram poupar mais de dez por cento do respetivo rendimento mensal, 11,6 por cento admitem não poupar com regularidade” e 5,7 por cento adiantaram “não ter efetuado qualquer poupança nos últimos 12 meses”.
“As principais motivações para a poupança são a constituição de uma reserva para despesas imprevistas (64,4 por cento) e para despesas não regulares, como férias e viagens (54,4 por cento). A constituição de poupança para a reforma é referida por 32 por cento dos respondentes”.O universo de inquiridos, explica o regulador, “abrange atuais e antigos alunos e colaboradores de 15 instituições de ensino superior, a maioria das quais ligada às áreas de economia e gestão, com quem a CMVM mantém protocolos de cooperação, bem como utilizadores do site e das redes sociais da CMVM”.
Quanto à análise do “grau de aversão e tolerância ao risco e à perda”, o estudo indica 5,5 por cento dos inquiridos “afirmam estar nada dispostos a correr riscos e 3,2 por cento afirmam estar muito dispostos a correr riscos”.
“O indicador compósito de aversão/tolerância ao risco geral desenvolvido no estudo revela que cerca de dois em cada cinco respondentes têm alguma aversão ao risco em geral e que 18,2 por cento têm alguma apetência pelo risco, enquanto os restantes 43 por cento são relativamente neutros ao risco”.
“Os respondentes que se identificam como homens, os que têm entre 26 e 40 anos e os que têm melhores conhecimentos financeiros apresentam maior tolerância ao risco em geral. Em sentido contrário, os que se identificam como mulheres, os que têm mais de 40 anos e que têm menor literacia financeira revelam maior aversão ao risco”, faz notar a CMVM.
Em matéria de risco financeiro, “cerca de 42,3 por cento dos respondentes manifestam alguma aversão" e "19,2 por cento revelam alguma tolerância”.
“Os respondentes com mais de 40 anos têm mais aversão ao risco financeiro e os que têm até 25 anos têm maior tolerância a esse risco; os que se identificam como mulheres denotam menor tolerância ao risco financeiro do que os homens”. “No que respeita à literacia financeira, os respondentes com melhores conhecimentos financeiros percecionados apresentam maior predisposição para assumir riscos financeiros”.
No que diz respeito à aversão à perda - “tendência para sentir o impacto das perdas de forma mais intensa do que o de ganhos equivalentes“ -, perto de “três em cada cinco respondentes”, ou 58,9 por cento, “evidenciam alguma aversão” - uma “percentagem superior à observada relativamente à aversão ao risco financeiro”.
“A aversão à perda é maior nos respondentes que se identificam como mulheres, que têm mais de 40 anos, e nos que têm menor literacia financeira objetiva e percecionada. Por seu lado, a maior tolerância à perda ocorre nos respondentes com melhores conhecimentos financeiros”, conclui o relatório.
Este inquérito foi “realizado de forma online entre 2 de outubro e 20 de novembro de 2025, contou com 2.319 respostas consideradas válidas e avaliou, pela primeira vez, as atitudes dos inquiridos face ao risco em geral e face ao risco financeiro e às perdas”, detalha a CMVM.
“Cerca de 36,7 por cento dos respondentes afirmam ser pouco ou nada conhecedores de matérias relacionadas com mercados e produtos financeiros e 33,1 por cento responderam corretamente a menos de metade das questões de literacia financeira colocadas”, lê-se na síntese do inquérito da CMVM.O regulador assinala ainda que 64,4 por cento “efetuam uma correta autoavaliação dos respetivos conhecimentos financeiros. No entanto, um em cada cinco subestima os conhecimentos que demonstra possuir, enquanto 15,3 por cento apresentam uma autoavaliação superior aos conhecimentos efetivamente evidenciados”.
Em matéria de hábitos de poupança, o inquérito indica que “quase metade dos respondentes”, ou seja, 49,4 por cento, “afirmaram poupar mais de dez por cento do respetivo rendimento mensal, 11,6 por cento admitem não poupar com regularidade” e 5,7 por cento adiantaram “não ter efetuado qualquer poupança nos últimos 12 meses”.
“As principais motivações para a poupança são a constituição de uma reserva para despesas imprevistas (64,4 por cento) e para despesas não regulares, como férias e viagens (54,4 por cento). A constituição de poupança para a reforma é referida por 32 por cento dos respondentes”.O universo de inquiridos, explica o regulador, “abrange atuais e antigos alunos e colaboradores de 15 instituições de ensino superior, a maioria das quais ligada às áreas de economia e gestão, com quem a CMVM mantém protocolos de cooperação, bem como utilizadores do site e das redes sociais da CMVM”.
Quanto à análise do “grau de aversão e tolerância ao risco e à perda”, o estudo indica 5,5 por cento dos inquiridos “afirmam estar nada dispostos a correr riscos e 3,2 por cento afirmam estar muito dispostos a correr riscos”.
“O indicador compósito de aversão/tolerância ao risco geral desenvolvido no estudo revela que cerca de dois em cada cinco respondentes têm alguma aversão ao risco em geral e que 18,2 por cento têm alguma apetência pelo risco, enquanto os restantes 43 por cento são relativamente neutros ao risco”.
“Os respondentes que se identificam como homens, os que têm entre 26 e 40 anos e os que têm melhores conhecimentos financeiros apresentam maior tolerância ao risco em geral. Em sentido contrário, os que se identificam como mulheres, os que têm mais de 40 anos e que têm menor literacia financeira revelam maior aversão ao risco”, faz notar a CMVM.
Em matéria de risco financeiro, “cerca de 42,3 por cento dos respondentes manifestam alguma aversão" e "19,2 por cento revelam alguma tolerância”.
“Os respondentes com mais de 40 anos têm mais aversão ao risco financeiro e os que têm até 25 anos têm maior tolerância a esse risco; os que se identificam como mulheres denotam menor tolerância ao risco financeiro do que os homens”. “No que respeita à literacia financeira, os respondentes com melhores conhecimentos financeiros percecionados apresentam maior predisposição para assumir riscos financeiros”.
No que diz respeito à aversão à perda - “tendência para sentir o impacto das perdas de forma mais intensa do que o de ganhos equivalentes“ -, perto de “três em cada cinco respondentes”, ou 58,9 por cento, “evidenciam alguma aversão” - uma “percentagem superior à observada relativamente à aversão ao risco financeiro”.
“A aversão à perda é maior nos respondentes que se identificam como mulheres, que têm mais de 40 anos, e nos que têm menor literacia financeira objetiva e percecionada. Por seu lado, a maior tolerância à perda ocorre nos respondentes com melhores conhecimentos financeiros”, conclui o relatório.
Este inquérito foi “realizado de forma online entre 2 de outubro e 20 de novembro de 2025, contou com 2.319 respostas consideradas válidas e avaliou, pela primeira vez, as atitudes dos inquiridos face ao risco em geral e face ao risco financeiro e às perdas”, detalha a CMVM.