Instituto do Território junta especialistas para alavancar desenvolvimento nacional
Lisboa, 23 jan (Lusa) - O Instituto do Território, lançado hoje oficialmente, vai juntar "pela primeira vez especialistas, agentes sociais e tecnológicos" para "alavancar o desenvolvimento económico e social" do País, através de "uma maior organização do território", afirmou o seu presidente.
Cerca de 20 universidades e institutos politécnicos, bem como vários especialistas, uniram-se para lançar o Instituto do Território ou Rede Portuguesa para o Desenvolvimento do Território, uma associação sem fins lucrativos, "que não é um `think tank` [centro de reflexão], mas sim um `action tank`" [centro de ação], dado o objetivo com que foi criado, disse o seu presidente, Rogério Gomes.
"É a primeira vez que especialistas, agentes sociais e tecnológicos vão trabalhar juntos para alavancar o desenvolvimento económico e social, com base no território", disse Rogério Gomes, no discurso de lançamento oficial do instituto, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
O também professor de Urbanismo na Universidade Lusófona de Lisboa explicou que "a ideia original [para o Instituto do Território] foi a perceção de que nestes momentos [de crise] compete à academia fazer mais e melhor com o território".
Os investigadores do instituto pretendem que "se conheça melhor o País", nomeadamente nas áreas frutícola, hortícola, geológica e termal que, considerou Rogério Gomes, "carecem de mais conhecimento e divulgação".
O Instituto do Território quer que "se conheça melhor o País" e, para isso, vai preparar indicadores que vão ser divulgados anualmente, avançou, "para que Portugal navegue cada vez menos à deriva".
Os investigadores deste instituto vão também lançar a Agência Independente de Desporto e do Mar, para trabalhar conjuntamente com federações desportivas e especialistas do mar e da orla costeira para "alavancar inovação" nesta área.
Outra das medidas em cima da mesa é uma colaboração com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) para "encontrar empresas portuguesas no estrangeiros disponíveis para desenvolver negócios" em território nacional nas áreas do ordenamento, da orla costeira e da defesa dos recursos.
O instituto já tem alguns projetos a "mexer", como a salvaguarda do património frutícola nacional, que pretende aproveitar a "fruta de sabor maravilhoso" que não pode ser comercializada por não ter o calibre exigido; a dinamização dos desportos do mar, com a consequente criação de emprego, e a criação de uma "base de conhecimento" para monitorizar o estado das pontes, diminuindo os custos do Estado neste controlo.