Economia
Irlanda teve sucesso na primeira emissão de dívida pós-troika
A Irlanda regressou aos mercados internacionais em pleno, pela primeira vez desde o fim do programa de assistência da troika. O tesouro irlandês conseguiu colocar 3,75 mil milhões de euros em obrigações a dez anos, a uma taxa de juro muito inferior à da última emissão comparável. Mais de 400 bancos, seguradoras e fundos de pensões manifestaram interesse na emissão sindicada, que teve uma procura quase quatro vezes superior à oferta.
Os Estados mais pequenos da Zona Euro optam por vezes por colocar as suas obrigações através de um sindicato de bancos, uma vez que assim conseguem chegar a um maior número de potenciais investidores do que através de um leilão convencional.
No total, as ofertas dos investidores ascenderam a mais de 14 mil milhões de euros para os 3,75 mil milhões de euros que o Estado Irlandês tinha decidido colocar.
O interesse pela dívida irlandesa não se resumiu aos investidores irlandeses e europeus, tendo-se estendido também à Ásia e ao Médio Oriente.
“Quando se considera a procura muito significativa que teve lugar hoje, torna-se claro que os investidores irlandeses e internacionais reconhecem os enormes progressos realizados pela Irlanda”, comentou o diretor geral da NTMA, a organização que gere a dívida do país.
Dublin clama sucesso
Também o ministro irlandês das Finanças saudou o sucesso da operação de colocação de dívida que, segundo ele, prova que a Irlanda “saiu completamente” da alçada da troika.
“A taxa de juro de 3,54 por cento ilustra a força da reputação internacional da Irlanda e aproxima-nos das taxas de financiamento das economias europeias mais fortes”, disse Michael Noonan.
A Irlanda saiu oficialmente do programa de assistência da troika a 15 de Dezembro, tendo optado por prescindir de um programa cautelar. O país tinha pedido ajuda à Europa e ao FMI em 2010, na sequência do rebentamento de uma bolha imobiliária que deixou em má situação os bancos irlandeses e provocou um buraco nas finanças públicas.
Recorde-se que os custos de financiamento da Irlanda chegaram a atingir os 15 por cento a dez anos em 2011, no pico da crise da dívida da Zona Euro
Um bom sinal para Portugal?
Os especialistas e analistas de mercado sublinham que o sucesso da emissão sindicada da Irlanda estabelece um ponto de referência para outros países da periferia da Zona Euro, especialmente os que estão sob intervenção externa , como Portugal, Grécia e Chipre.
Esta terça-feira, as taxas implícitas da divida espanhola a dez anos nos mercados secundários caíram quase dez pontos base para 3,81 por cento e a sua equivalente grega caiu 37 pontos base.
“A enorme procura reforça o recente sentimento positivo para com a Irlanda”, disse à Reuters Ryan McGrath de uma corretora baseada em Dublin, “isto é um bom sinal para as futuras emissões de dívida de outros países periféricos da Zona Euro”.
“O negócio atraiu muito interesse internacional, e uma vez que muitas das ordens [de compra] não puderam ser satisfeitas, esses investidores vão ter de voltar-se para outras paragens” , precisou Dan Shane, um responsável da Morgan Stanley, que foi um dos bancos que conduziu a operação.
No total, as ofertas dos investidores ascenderam a mais de 14 mil milhões de euros para os 3,75 mil milhões de euros que o Estado Irlandês tinha decidido colocar.
O interesse pela dívida irlandesa não se resumiu aos investidores irlandeses e europeus, tendo-se estendido também à Ásia e ao Médio Oriente.
“Quando se considera a procura muito significativa que teve lugar hoje, torna-se claro que os investidores irlandeses e internacionais reconhecem os enormes progressos realizados pela Irlanda”, comentou o diretor geral da NTMA, a organização que gere a dívida do país.
Dublin clama sucesso
Também o ministro irlandês das Finanças saudou o sucesso da operação de colocação de dívida que, segundo ele, prova que a Irlanda “saiu completamente” da alçada da troika.
“A taxa de juro de 3,54 por cento ilustra a força da reputação internacional da Irlanda e aproxima-nos das taxas de financiamento das economias europeias mais fortes”, disse Michael Noonan.
A Irlanda saiu oficialmente do programa de assistência da troika a 15 de Dezembro, tendo optado por prescindir de um programa cautelar. O país tinha pedido ajuda à Europa e ao FMI em 2010, na sequência do rebentamento de uma bolha imobiliária que deixou em má situação os bancos irlandeses e provocou um buraco nas finanças públicas.
Recorde-se que os custos de financiamento da Irlanda chegaram a atingir os 15 por cento a dez anos em 2011, no pico da crise da dívida da Zona Euro
Um bom sinal para Portugal?
Os especialistas e analistas de mercado sublinham que o sucesso da emissão sindicada da Irlanda estabelece um ponto de referência para outros países da periferia da Zona Euro, especialmente os que estão sob intervenção externa , como Portugal, Grécia e Chipre.
Esta terça-feira, as taxas implícitas da divida espanhola a dez anos nos mercados secundários caíram quase dez pontos base para 3,81 por cento e a sua equivalente grega caiu 37 pontos base.
“A enorme procura reforça o recente sentimento positivo para com a Irlanda”, disse à Reuters Ryan McGrath de uma corretora baseada em Dublin, “isto é um bom sinal para as futuras emissões de dívida de outros países periféricos da Zona Euro”.
“O negócio atraiu muito interesse internacional, e uma vez que muitas das ordens [de compra] não puderam ser satisfeitas, esses investidores vão ter de voltar-se para outras paragens” , precisou Dan Shane, um responsável da Morgan Stanley, que foi um dos bancos que conduziu a operação.