Economia
Isabel dos Santos promete tudo fazer para convencer Oi
Se ontem a Oi considerava “inoportuna” qualquer alteração aos termos da união com a Portugal Telecom para satisfazer as condições impostas pela Oferta Pública de Aquisição de Isabel dos Santos sobre a PT, esta terça-feira um comunicado da operadora brasileira sobe um degrau para falar agora em “termos inaceitáveis”. A empresária angolana lamenta que a Oi tenha comunicado a sua indisponibilidade “sem sequer ouvir os 'stakeholders'”.
Isabel dos Santos anunciou domingo o lançamento – através da Terra Peregrin - de uma OPA sobre a PT SGPS, oferecendo 1,35 euros por ação. A empresária angolana pretende obter pelo menos 50,01% da holding que ficará com 25,6% da futura Oi/Corp Co.
Em comunicado, a Oi “considera inoportuna qualquer alteração dos termos previamente acordados nos Contratos Definitivos celebrados com a PT SGPS”.
A alteração de alguns dos termos do processo de união da PT com a Oi foi uma condição colocada em cima da mesa pela empresária Isabel dos Santos quando no domingo avançou com a OPA sobre a PT SGPS (1,21 mil milhões de euros sobre a totalidade das ações da empresa).
Desde logo uma condição rejeitada pelos brasileiros.
E se ontem falavam em iniciativa “inoportuna”, já hoje o tom torna-se mais agressivo, com um comunicado em que a Oi considera essas condições “inaceitáveis”.
Na prática a empresa manifesta-se indisponível para qualquer modificação “nos atos societários, contratos definitivos e demais instrumentos firmados [com a PT]”.
“[A Oi] decidiu, por unanimidade, rechaçar quaisquer propostas para alteração dos termos da Operação, ratificando, por consequência, a manifestação feita pela Diretoria da Oi através de Facto Relevante divulgado nesta data no sentido de considerar descabida qualquer alteração dos termos previamente acordados nos Contratos Definitivos celebrados com a PT SGPS em 8 de setembro de 2014”, pode ler-se no comunicado.
"Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance"
A PT SGPS detém ainda a dívida de 900 milhões de euros da Rioforte, empresa do Grupo Espírito Santo (GES). A PT Portugal, que detém o MEO e Sapo, é detida pela Oi no âmbito do processo de combinação de negócios entre as duas empresas.Isabel dos Santos fez entretanto saber que lamenta a indisponibilidade da Oi sem ouvir os stakeholders.
"Tomámos conhecimento do comunicado da Oi de hoje em que declara a sua indisponibilidade para atender qualquer das condições estipuladas na OPA (...) Lamentamos muito que a Oi tome essa posição sem ponderar devidamente a proposta de criação de valor apresentada e sem sequer ouvir os stakeholders que, para além de si, estão envolvidos", declarou o porta-voz da empresária angolana.
"Estamos neste momento a ponderar prescindir das condições elencadas nas alíneas vi, vii, viii e ix do item 14 do anúncio preliminar", disse o porta-voz, para sublinhar que a proposta de Isabel dos Santos vai no sentido da "criação de valor que envolve a Oi e os seus acionistas e que permitirá a manutenção da unidade da Portugal Telecom, evitando o desmantelamento da empresa portuguesa, uma das mais relevantes da economia nacional, e preservando os seus postos de trabalho".
O representante de Isabel dos Santos sublinharia ainda que a empresária "acredita muito neste projeto e, desde que consigamos reunir vontades que o viabilizem, faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para o concretizar".
Em comunicado, a Oi “considera inoportuna qualquer alteração dos termos previamente acordados nos Contratos Definitivos celebrados com a PT SGPS”.
A alteração de alguns dos termos do processo de união da PT com a Oi foi uma condição colocada em cima da mesa pela empresária Isabel dos Santos quando no domingo avançou com a OPA sobre a PT SGPS (1,21 mil milhões de euros sobre a totalidade das ações da empresa).
Desde logo uma condição rejeitada pelos brasileiros.
E se ontem falavam em iniciativa “inoportuna”, já hoje o tom torna-se mais agressivo, com um comunicado em que a Oi considera essas condições “inaceitáveis”.
Na prática a empresa manifesta-se indisponível para qualquer modificação “nos atos societários, contratos definitivos e demais instrumentos firmados [com a PT]”.
“[A Oi] decidiu, por unanimidade, rechaçar quaisquer propostas para alteração dos termos da Operação, ratificando, por consequência, a manifestação feita pela Diretoria da Oi através de Facto Relevante divulgado nesta data no sentido de considerar descabida qualquer alteração dos termos previamente acordados nos Contratos Definitivos celebrados com a PT SGPS em 8 de setembro de 2014”, pode ler-se no comunicado.
"Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance"
A PT SGPS detém ainda a dívida de 900 milhões de euros da Rioforte, empresa do Grupo Espírito Santo (GES). A PT Portugal, que detém o MEO e Sapo, é detida pela Oi no âmbito do processo de combinação de negócios entre as duas empresas.Isabel dos Santos fez entretanto saber que lamenta a indisponibilidade da Oi sem ouvir os stakeholders.
"Tomámos conhecimento do comunicado da Oi de hoje em que declara a sua indisponibilidade para atender qualquer das condições estipuladas na OPA (...) Lamentamos muito que a Oi tome essa posição sem ponderar devidamente a proposta de criação de valor apresentada e sem sequer ouvir os stakeholders que, para além de si, estão envolvidos", declarou o porta-voz da empresária angolana.
"Estamos neste momento a ponderar prescindir das condições elencadas nas alíneas vi, vii, viii e ix do item 14 do anúncio preliminar", disse o porta-voz, para sublinhar que a proposta de Isabel dos Santos vai no sentido da "criação de valor que envolve a Oi e os seus acionistas e que permitirá a manutenção da unidade da Portugal Telecom, evitando o desmantelamento da empresa portuguesa, uma das mais relevantes da economia nacional, e preservando os seus postos de trabalho".
O representante de Isabel dos Santos sublinharia ainda que a empresária "acredita muito neste projeto e, desde que consigamos reunir vontades que o viabilizem, faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para o concretizar".