Itália prepara o fornecimento de um 6.º pacote de ajuda militar a Kiev
O ministro da Defesa de Itália, Guido Crosetto, disse hoje, em entrevista ao diário católico Avvenire, que o novo governo italiano está pronto para aprovar um sexto pacote de ajuda militar à Ucrânia.
A decisão é consistente com as garantias dadas pela primeira-ministra, Giorgia Meloni, aos parceiros da Itália na NATO e na União Europeia de que não iria divergir deles na questão da invasão russa da Ucrânia.
O presidente italiano, Sergio Mattarella, disse hoje que a paz deve ser atingida na Ucrânia, mas baseada na liberdade e autodeterminação do povo ucraniano.
"Os meios de comunicação de todo o mundo estão a mostrar as imagens terríveis de um conflito que não está a poupar a população civil", disse Mattarella, durante uma visita a Bari integrada nas celebrações do dia das forças armadas italianas.
A chefe do governo e os presidentes das duas câmaras do Congresso, Ignazio La Russa e Lorenzo Fontana também participaram na cerimónia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.
A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.430 civis mortos e 9.865 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.