Jerónimo Martins não antecipa uma melhoria significativa nos países onde opera

Jerónimo Martins não antecipa uma melhoria significativa nos países onde opera

O presidente e administrador-delegado da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, não antecipa uma melhoria significativa no contexto de operação no segundo semestre em qualquer dos países onde o grupo tem atividade.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

O resultado líquido da Jerónimo Martins caiu 3,5% no primeiro semestre, face a igual período de 2025, para 260 milhões de euros, anunciou hoje a retalhista dona do Pingo Doce.

"Num contexto que, ao longo do semestre, se revelou bastante mais exigente do que o esperado, designadamente no que diz respeito à forte pressão sobre os preços alimentares e aos custos relacionados com combustível, as companhias do grupo apresentaram um desempenho resiliente e sólido", afirma Pedro Soares dos Santos, no comunicado dos resultados semestrais.

A cadeia de supermercados Biedronka "enfrentou níveis progressivamente mais significativos de deflação no seu cabaz, o que permitiu aos consumidores polacos comprar muito mais produtos com o mesmo orçamento, vendo assim reforçado o seu `value-for money`", prossegue o gestor.

"Este crescimento das vendas em volume, muito superior ao do mercado, foi tornado possível por uma gestão assertiva do mix e uma execução disciplinada e eficiente, que permitiram ao nosso maior negócio proteger também a evolução da margem", adianta.

Contudo, "com a informação disponível neste momento, não antecipamos uma melhoria significativa no contexto de operação no segundo semestre em qualquer dos países onde temos atividade".

O grupo opera em Portugal, Polónia, Eslováquia e Colômbia.

O preço e as promoções "manter-se-ão como o fator decisivo de compras alimentares dos consumidores, que estão no centro da estratégia de todas as nossas insígnias", refere o presidente da Jerónimo Martins.

"Preparadas para responder com agilidade aos desafios emergentes, as equipas continuarão a privilegiar a competitividade, a qualidade das propostas de valor e a eficiência operacional, com vista a assegurar crescimento de vendas e a preservar a liderança de preço e a rentabilidade", conclui Pedro Soares dos Santos.

Entre janeiro e junho, as vendas cresceram 5,1% para 18.282 milhões de euros, num "contexto geopolítico marcado pelo acentuar da incerteza e pela pressão acrescida sobre os custos, em particular os associados aos combustíveis", em que "os consumidores mantiveram, no que respeita ao consumo alimentar, uma postura contida, continuando a privilegiar preços baixos e ofertas promocionais", refere o grupo, em comunicado.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) ascendeu 1.235 milhões de euros, um aumento de 7,6% homólogos.

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