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Jornalistas de produtora da TVI de Coimbra exigem formalização dos despedimentos

Jornalistas de produtora da TVI de Coimbra exigem formalização dos despedimentos

Coimbra, 03 Dez (Lusa) - Os jornalistas da Emprin, que produzia o noticiário da TVI na Região Centro e cessou a actividade na sexta-feira, pediram hoje à administração as cartas de despedimento colectivo para poderem recorrer ao fundo de desemprego, disse um trabalhador à agência Lusa.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

A fonte disse que o administrador, Figueiredo Rodrigues, lhes prometeu, numa reunião realizada de manhã, emitir aqueles documentos, tendo para isso necessidade de "estudar primeiro o assunto com o advogado da empresa".

Adiantou que uma delegação de quatro jornalistas está a caminho de Lisboa, onde deverá analisar a situação com a hierarquia da TVI, designadamente com o director de Informação, João Maia Abreu.

Na reunião com Figueiredo Rodrigues, em que participaram os 14 jornalistas que, através da Emprin, asseguravam a presença da TVI em cinco distritos do Centro - Aveiro, Coimbra, Viseu, Guarda e Castelo Branco -, foi exigido o pagamento das remunerações em atraso: salário de Novembro, subsídio de Natal e parte de alguns subsídios de férias de 2007.

Participou ainda no encontro uma secretária da empresa, também despedida, não tendo comparecido a contabilista.

A Lusa contactou, esta tarde, a Empresa Produtora de Notícias (Emprin), com sede em Coimbra, mas uma funcionária informou que Figueiredo Rodrigues não estava no momento disponível para falar com os jornalistas.

Na sexta-feira à noite, a Emprin anunciou a suspensão de actividade, alegando falta de dinheiro para pagar aos 14 jornalistas, que ficam no desemprego, segundo alguns trabalhadores.

No dia seguinte, a informação foi confirmada à Lusa pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas (SJ), Alfredo Maia, que disse estar a "acompanhar a par e passo" a situação.

"O sindicato tem estado a acompanhar directamente a situação, dia e noite, quase em permanente contacto com os jornalistas", declarou Alfredo Maia, frisando que o SJ "está solidário com eles" e faz "um esforço no sentido de assegurar os seus direitos".

Figueiredo Rodrigues anunciou sexta-feira ter deixado de poder pagar os salários aos trabalhadores, comunicando-lhes o fim da actividade das sete equipas (constituídas por um jornalista e um operador de imagem cada) que cobriam cinco distritos da região.

A situação é já do conhecimento da TVI que, sexta-feira, comunicou à redacção, por nota interna, que os trabalhos informativos naqueles distritos do Centro passam a ser realizados com os meios de Lisboa e do Porto, enquanto não for encontrada outra solução.

Na noite de sexta-feira para sábado, uma representação dos trabalhadores manteve-se de vigilância às instalações da Emprin, no exterior, após ter sido alegadamente expulsa pela administração durante a madrugada.

O desequilíbrio financeiro da empresa já tinha sido denunciado em Abril do ano passado pelo SJ, quando alertou para a existência de salários em atraso.

Na altura, o sindicato alertou a administração da TVI para a necessidade de intervir, o que foi aceite "apesar de as matérias não lhe [à TVI] dizerem respeito", como referiu a estação num comunicado então divulgado, lembrando que "a Emprin é uma empresa de produção audiovisual independente".

A estação, cujo trabalho no Centro tem sido assegurado em exclusivo pelas equipas do empresário Figueiredo Rodrigues, terá decidido em Novembro terminar os seus negócios com a empresa de Coimbra.

Contactado hoje pela agência Lusa, o presidente do SJ disse que faria um novo balanço deste conflito laboral durante a tarde.

Desde sábado, a Lusa tentou contactar a administração da TVI mas, até ao momento, não foi possível.

CSS/PMC.

Lusa/Fim


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