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Juros da dívida sobem em todos os prazos após afirmações sobre um novo resgate

Juros da dívida sobem em todos os prazos após afirmações sobre um novo resgate

Os juros da dívida portuguesa estavam hoje a subir nos principais prazos face aos valores desta manhã, depois das Finanças terem garantido que não está a ser considerado um novo resgate, como afirmou o ministro das Finanças alemão.

Lusa /
Brendan McDermid - Reuters

Cerca das 18:00 em Lisboa, os juros da dívida portuguesa a dez anos estavam a subir para 3,085%, contra 3,040% de manhã e os 4,084% em 11 de fevereiro, um máximo desde março de 2014.

No mesmo sentido, no prazo de cinco anos, os juros estavam a avançar para 1,883%, contra 1,831% de manhã, depois de terem subido até aos 2,768% em 11 de fevereiro, um máximo desde maio de 2014.

Já os juros a dois anos estavam a subir, para 0,656%, contra 0,612% esta manhã e depois de terem subido até 1,225% em 19 de fevereiro passado, um máximo desde junho de 2014.

Nos outros países europeus que também têm sido pressionados pelos mercados, como Grécia, Espanha, Irlanda e Itália, os juros da dívida pública apresentam comportamentos mistos.

O Ministério das Finanças garantiu hoje que não está a ser considerado qualquer novo resgate, em reação às declarações do ministro das Finanças alemão, que falou num segundo programa, acrescentando que o Governo está empenhado em cumprir as metas orçamentais.

"Tendo em conta as declarações do ministro alemão das finanças, Wolfgang Schäuble, e ainda que tendo sido imediatamente corrigidas pelo próprio, o Ministério das Finanças esclarece que não está em consideração qualquer novo plano de ajuda financeira a Portugal, ao contrário do que o governante alemão inicialmente terá dito", lê-se no comunicado divulgado hoje à tarde.

O gabinete liderado por Mário Centeno refere ainda que o Governo "continua e continuará focado no cumprimento das metas estabelecidas para retirar Portugal do Procedimento por Défices Excessivos" e refere que um sinal disso mesmo são "os dados da execução orçamental conhecidos até ao momento".

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, afirmou hoje que Portugal está a pedir "um segundo programa" e que "vai consegui-lo", em declarações citadas pela agência de informação financeira Bloomberg.

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