Ligações à Europa são fundamentais para as associações empresariais do Centro
Coimbra, 31 jan (Lusa) - O Concelho Empresarial do Centro (CEC) e a Associação Empresarial da Região de Coimbra (NERC) destacaram hoje as ligações rodoviárias e ferroviárias à Europa como fundamentais para o desenvolvimento da região.
José Couto, presidente do CEC, considerou "fundamental para a região e para a economia nacional" a modernização dos troços ferroviários entre Aveiro e Vilar Formoso, um dos 30 projetos prioritários para o investimento em obras públicas presentes na lista entregue ao Governo na segunda-feira pelo grupo de trabalho para as infraestruturas de elevado valor acrescentado.
Este mesmo projeto poderá contemplar um investimento de 900 milhões de euros e surge em 10.º lugar na lista apresentada.
José Couto afirmou estar "moderadamente otimista", por considerar que se tem que desenhar um "plano a pensar no futuro", de forma a que a linha não se torne "obsoleta".
"Do ponto de vista da competitividade da região, esta tem de passar por uma ligação que passe os Pirenéus e ligue ao resto da Europa", considerando a intervenção no troço ferroviário entre Aveiro e Vilar Formoso "importantíssima" para a ligação da região e do país à Europa.
José Couto enalteceu ainda a melhoria dos portos de Aveiro e da Figueira da Foz, que "são estratégicos" para a região, assim como a necessidade de "retocar as infraestruturas rodoviárias", nomeadamente a ligação entre Coimbra e Viseu.
Para Horácio Pina Prata, presidente do NERC, é "fundamental" a criação de uma autoestrada entre "os dois grandes eixos da região", Coimbra e Viseu, permitindo uma melhor ligação dos concelhos envolvidos pelo eixo rodoviário a "Espanha e ao resto da Europa".
A ligação entre Coimbra e Viseu figura entre os dois projetos rodoviários da lista de 30 projetos prioritários para o investimento em obras públicas.
O presidente do NERC congratulou também a eleição do projeto do Metro Mondego como prioritário a candidatar-se a fundos comunitários, considerando esta infraestrutura "determinante para o desenvolvimento da região".
Sobre o Metro Mondego, o presidente do NERC afirmou que a sua construção tem de "ser uma prioridade" que se transforme "em algo concreto", numa obra onde "já foram gastos valores elevados".
Pina Prata defendeu ainda que a sociedade civil, as autarquias e a própria Associação Nacional de Municípios Portugueses devem garantir "que os projetos se tornem uma realidade a curto prazo".