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Lisboa quer duplicar volume de trocas comerciais com a China até 2008

Lisboa quer duplicar volume de trocas comerciais com a China até 2008

A visita oficial do primeiro-ministro, José Sócrates, à República Popular da China, que se inicia terça-feira, tem entre as suas metas principais a duplicação do volume de trocas comerciais entre os dois países até 2008.

Agência LUSA /

A duplicação do volume da balança comercial em três anos é um dos ponto s constantes no acordo de parceria estratégica entre Portugal e a China, assinad o em Lisboa em 2005.

Além de Portugal, a República Popular da China apenas assinou acordos d e parceria estratégica com mais quatro países europeus: Espanha, França, Reino U nido e Alemanha.

De acordo com o Governo de Lisboa, o principal impulso para o cumprimen to do acordo de parceria estratégica será dado agora, com a visita do primeiro-m inistro à China.

Sem entrar em pormenores, fonte diplomática adianta que, ao longo dos c inco dias de vista de Sócrates, serão assinados vários acordos políticos com inc idência económica entre os dois países, mas, também, acordos ao nível empresaria l.

Na véspera do começo da visita do primeiro-ministro, na segunda-feira e m Pequim, reunirá a Comissão Mista Económica, onde estará presente o secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueiro.

Em diversos pontos do programa de Pequim, Xangai e Macau o ministro de Estado e das Finanças, Teixeira dos Santos, terá também um papel de relevo, sobr etudo no que respeita à inserção do sector da banca nacional no mercado chinês.

Fonte do executivo de Lisboa refere que o Banco Nacional Ultramarino é o banco emissor de Macau e que há assuntos a desbloquear ao nível aduaneiro entr e os dois países.

Apesar de Portugal e a China terem um acordo que evita a dupla tributaç ão desde 2000, exportações nacionais de produtos como a carne de porco e o azeit e tem encontrado barreiras à sua entrada no mercado chinês.

Segundo dados do executivo, até Outubro passado, para o mercado constit uído pela China, Macau e Hong-Kong, as exportações nacionais registaram um cresc imento de 30 por cento (68 por cento caso se junte a este grupo a Singapura).

Também de dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), ao longo do s últimos cinco anos, as exportações portuguesas para a China registaram uma evo lução positiva.

Em 2005, as exportações nacionais atingiram 170,6 milhões de euros, o q ue representou um aumento de aproximadamente 69 por cento face ao ano anterior.

No entanto, Portugal representa um lugar pouco relevante no contexto do s fornecedores da China, ocupando em 2005 a 64.a posição com uma quota de mercad o de 0,05 por cento.

Em termos de balança comercial, o INE refere que o salto é tradicionalm ente desfavorável para Portugal, tendo aumentando significativamente em 2004, 20 05 e no primeiro trimestre de 2006, atingindo mais de 116 milhões de euros.

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