Economia
Lone Star. Conheça o fundo escolhido para a venda do Novo Banco
O caminho desenhava-se desde janeiro e surge agora confirmado. O Lone Star é o escolhido para o negócio da alienação do Novo Banco. O fundo norte-americano não é novidade em Portugal, mas não detinha até agora participações no sistema financeiro.
A compra do Novo Banco não é a primeira operação do Lone Star em solo português, onde investiu já em centros comerciais e detém a concessão da marina de Vilamoura. No entanto, trata-se da primeira incursão na banca lusa.
O Lone Star apresenta-se como uma empresa de private equity, investindo em empresas não cotadas em bolsa e que apresentam necessidade de crescimento ou de serem recuperadas. Os fundos de investimento acabam frequentemente por vender as suas participações a médio prazo, com mais-valias superiores às que se verificam no mercado de capitais.
No seu site, o Lone Star refere ter criado o primeiro fundo em 1995. Até hoje, criou já 17, com um capital agregado de 70 mil milhões de dólares. Tem investimentos nos Estados Unidos, Canadá, Europa e Ásia.
A operação europeia ganhou novo fôlego a partir de 2005, fruto da criação da zona euro e respetiva consolidação do sistema financeiro, justifica a empresa na sua página oficial.
O Lone Star tem origem no Texas, tendo delegações pelo mundo fora. Na Europa, tem escritórios em Madrid, Paris, Amesterdão, Londres e Frankfurt.
Comprar e vender
O gestor norte-americano tem já presença em Portugal, mas não no setor bancário. Em agosto de 2015, o fundo de investimento comprou ao grupo espanhol Chamartín quatro centros comerciais Dolce Vita que se encontravam em situação de insolvência: Lisboa, Porto, Vila Real e Coimbra.
Os valores das operações não chegaram a ser confirmados oficialmente à época mas ilustram os objetivos de valorização de ativos que se encontram em situação difícil.
Estima-se que o grupo Chamartín tenha investido mais de 500 milhões de euros nos centros comerciais Dolce Vita em 2006. Em 2015, cada um dos centros comerciais foi colocado à venda por valores pouco superiores a 40 milhões de euros.
Não se sabe por quanto foram vendidos mas sabe-se quem os comprou: o fundo de investimento Lone Star. Três dos centros comerciais comprados acabaram por ser novamente vendidos ainda em 2015 aos alemães do Deutsche Bank, ficando o Lone Star apenas com o Dolce Vita Monumental, situado na capital.
O jornal Expresso avançava então que o preço de venda dos três centros comerciais teria ficado próximo dos 200 milhões de euros. Não é conhecido o valor que o grupo investiu na sua compra, mas sabe-se que cada um tinha sido colocado à venda por valores pouco superiores a 40 milhões de euros.
Antes, em abril de 2015, o Lone Star tinha já adquirido a concessão da Marina de Vilamoura. Segundo informação na altura publicada pelo Diário de Notícias, o fundo de investimento adquiriu a Lusort – que detinha os ativos imobiliários e a concessão de Vilamoura – por 200 milhões de euros. Em 2010, a mesma Lusort valia três vezes mais.
O Lone Star apresenta-se como uma empresa de private equity, investindo em empresas não cotadas em bolsa e que apresentam necessidade de crescimento ou de serem recuperadas. Os fundos de investimento acabam frequentemente por vender as suas participações a médio prazo, com mais-valias superiores às que se verificam no mercado de capitais.
No seu site, o Lone Star refere ter criado o primeiro fundo em 1995. Até hoje, criou já 17, com um capital agregado de 70 mil milhões de dólares. Tem investimentos nos Estados Unidos, Canadá, Europa e Ásia.
A operação europeia ganhou novo fôlego a partir de 2005, fruto da criação da zona euro e respetiva consolidação do sistema financeiro, justifica a empresa na sua página oficial.
O Lone Star tem origem no Texas, tendo delegações pelo mundo fora. Na Europa, tem escritórios em Madrid, Paris, Amesterdão, Londres e Frankfurt.
Comprar e vender
O gestor norte-americano tem já presença em Portugal, mas não no setor bancário. Em agosto de 2015, o fundo de investimento comprou ao grupo espanhol Chamartín quatro centros comerciais Dolce Vita que se encontravam em situação de insolvência: Lisboa, Porto, Vila Real e Coimbra.
Os valores das operações não chegaram a ser confirmados oficialmente à época mas ilustram os objetivos de valorização de ativos que se encontram em situação difícil.
Estima-se que o grupo Chamartín tenha investido mais de 500 milhões de euros nos centros comerciais Dolce Vita em 2006. Em 2015, cada um dos centros comerciais foi colocado à venda por valores pouco superiores a 40 milhões de euros.
Não se sabe por quanto foram vendidos mas sabe-se quem os comprou: o fundo de investimento Lone Star. Três dos centros comerciais comprados acabaram por ser novamente vendidos ainda em 2015 aos alemães do Deutsche Bank, ficando o Lone Star apenas com o Dolce Vita Monumental, situado na capital.
O jornal Expresso avançava então que o preço de venda dos três centros comerciais teria ficado próximo dos 200 milhões de euros. Não é conhecido o valor que o grupo investiu na sua compra, mas sabe-se que cada um tinha sido colocado à venda por valores pouco superiores a 40 milhões de euros.
Antes, em abril de 2015, o Lone Star tinha já adquirido a concessão da Marina de Vilamoura. Segundo informação na altura publicada pelo Diário de Notícias, o fundo de investimento adquiriu a Lusort – que detinha os ativos imobiliários e a concessão de Vilamoura – por 200 milhões de euros. Em 2010, a mesma Lusort valia três vezes mais.