Lucro da NOS sobe 13,7% no 1.º semestre para 128 ME
O resultado líquido da NOS, excluindo efeitos não recorrentes, subiu 13,7% no primeiro semestre, face a igual período de 2025, para 128,1 milhões de euros, anunciou hoje a empresa liderada por Miguel Almeida.
Já a receita consolidada "atingiu 918,5 milhões de euros, um crescimento de 1,0%, com o contributo das receitas da unidade de negócio empresarial, do segmento de TI, e de Cinema & Audiovisuais a compensar a descida no `wholesale`", refere a NOS, em comunicado.
O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) cresceu 2,3% face ao período homólogo de 2025, "fixando-se nos 409,3 milhões de euros, com contributos positivos de todos os segmentos de negócio".
No período em análise, "as receitas de telecomunicações mantiveram-se em linha com o mesmo período do ano passado, nos 782,2 milhões de euros, com as receitas da unidade de negócio empresarial a crescer 3,0%".
Por sua vez, as receitas de TI [tecnologias], "segmento de negócio da NOS que agrega receitas de TI da NOS e da Claranet Portugal, "aumentaram 13,4%, para 103,5 milhões de euros face ao primeiro semestre do ano passado, registando um crescimento de dois dígitos na venda de equipamentos e licenças".
O segmento de Cinema & Audiovisuais "registou um desempenho positivo face ao primeiro semestre de 2025, com as receitas a aumentar 3,2% para 50,5 milhões de euros".
De acordo com a empresa, "a unidade de negócio de Cinema beneficiou de um maior volume de sucessos de bilheteira ao longo do semestre face ao período homólogo".
A NOS Audiovisuais "manteve um papel relevante na distribuição de conteúdos em Portugal, reforçando o posicionamento da NOS no mercado de cinema e entretenimento, com vários filmes no top dos mais vistos", refere a empresa.
O grupo salienta que a adoção generalizada da inteligência artificial (IA) permitiu à empresa "implementar iniciativas disruptivas, que se traduziram em melhorias de processos e ganhos de eficiência em áreas críticas".
Segundo dados da empresa, entre janeiro e junho, a NOS "adicionou 229,2 mil serviços, um crescimento de 2,1% face ao período homólogo de 2025, num contexto de forte concorrência".
No móvel, "contabilizou 206,1 mil novos serviços face ao final de junho de 2025, representando um crescimento de 3,7%". No final de junho, a empresa prestava 5,781 milhões de serviços.
Relativamente ao número de serviços de clientes empresariais, este registou um aumento de 53,3 mil, para 1,7 milhões face ao mesmo período do ano passado (+ 3,1%).
A rede fixa de última geração da NOS "chega a 6,2 milhões de lares e empresas".
O número de serviços fixos atingiu, "no final de junho, cerca de 4,8 milhões, aproximadamente 82 mil acima do semestre homólogo do ano passado".
O segmento TI, que é a nova aposta da NOS, "registou um crescimento significativo, reforçando o posicionamento" da empresa em "soluções integradas de elevado valor".
"No segundo trimestre de 2026, a NOS voltou a demonstrar a sua resiliência operacional e capacidade de geração de valor, apesar do contexto competitivo muito desafiante", afirma o presidente executivo (CEO), Miguel Almeida, citado no comunicado.
A transformação suportada em IA "continua a gerar eficiência operacional, reforçando os ganhos de produtividade que sustentam a expansão da margem EBITDA e da rentabilidade", refere o responsável, adiantando que "as receitas consolidadas continuam pressionadas pela unidade de negócio de Consumo, impactada por um mercado que se mantém excecionalmente competitivo".
Já naa unidade Empresarial, tanto o segmento de Telecomunicações como o segmento de TI, "apresentaram um crescimento positivo, o que permitiu manter as receitas consolidadas ao nível do mesmo período do ano anterior".
"Este trimestre foi também marcado por reconhecimentos externos, incluindo as distinções da revista Time e do Financial Times, que atestam o compromisso e os resultados atingidos pela empresa em matéria de sustentabilidade".
Agora, "entramos na segunda metade do ano com a expectativa de manter esta trajetória - o mesmo padrão de disciplina financeira, eficiência operacional e conversão crescente de cash flow que caracterizou o primeiro semestre", remata Miguel Almeida.
Os títulos da NOS fecharam hoje a cair 0,16% para 4,91 euros.