Lucro do grupo RAR dispara para 22,6 ME em 2020, com destaque para RAR Açúcar

Lucro do grupo RAR dispara para 22,6 ME em 2020, com destaque para RAR Açúcar

O lucro do grupo RAR, dono da Colep e da Vitacress, aumentou para 22,6 milhões de euros em 2020, face aos 3,4 milhões de 2019, destacando-se a "evolução muito positiva" da RAR Açúcar, anunciou hoje a `holding`.

Lusa /

De acordo com o relatório e contas do ano passado, hoje divulgado, o volume de negócios do grupo RAR recuou 6,3%, para 731,7 milhões de euros, e o EBITDA (resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) progrediu 18,6%, para 71,4 milhões de euros.

"Em particular, destaca-se a evolução muito positiva da RAR Açúcar, a inverter o cenário negativo de 2019, consquência do enquadramento do setor no mercado europeu, para resultados líquidos positivos no presente exercício", lê-se no relatório.

Citado num comunicado, o presidente do grupo RAR refere que, "num ano atípico, enfrentaram-se condições verdadeiramente excecionais, com a pandemia a afetar as economias, os negócios e as pessoas de uma forma bastante assimétrica".

"Pelas características do nosso portefólio de negócios, mas também devido à qualidade e empenho dos nossos gestores e colaboradores, o impacto foi bastante moderado, embora modelado pelas fortes mudanças que se operaram nas formas de consumo", afirma Nuno Macedo Silva, acrescentando que o grupo entrou em 2021 "ainda condicionado pelos efeitos da pandemia, apelando, naturalmente, a uma posição de prudência nos negócios".

Analisando o desempenho das várias empresas do grupo, a RAR assinala que "a Colep enfrentou bem as consequências internas e externas do impacto da pandemia e mostrou uma boa evolução dos seus níveis de rendibilidade, apesar de alguma contração sentida nas divisões de `Consumer Products e Healthcare`, na Europa".

Na globalidade das suas localizações, a Colep registou vendas de 357 milhões de euros e alcançou um EBITDA, antes de operações de reestruturação, de 46,6 milhões de euros.

Já a Vitacress apresentou um "desempenho global positivo e robusto ao longo de todo o ano de 2020", reportando um volume de negócios de 156 milhões de euros e um EBITDA de 19 milhões de euros.

"Embora os seus clientes da distribuição e retalho alimentares tenham tido um bom desempenho, no geral, o dos outros serviços ligados à alimentação foi afetado pela contração do setor hoteleiro e da restauração", lê-se no comunicado.

Inversamente, a pandemia levou a um "aumento significativo da culinária doméstica, produzindo um efeito positivo sobre o segmento das ervas aromáticas frescas, em particular no Reino Unido, na Holanda e na Alemanha".

Segundo o grupo RAR, as vendas ibéricas da marca tiveram um bom desempenho e a Vitacress "prosseguiu o seu desenvolvimento enquanto líder de mercado em Portugal, quer ao nível das saladas embaladas, quer dos vegetais `prontos a consumir`".

Quanto à RAR Açúcar, continuou em 2020 "a consolidar a sua posição" no mercado ibérico, num exercício descrito como "particularmente positivo face à realidade vivida nos anos anteriores e, mais ainda, tendo de enfrentar os efeitos de uma pandemia".

"Os bons resultados foram, em grande parte, motivados quer pela `performance` na compra da matéria-prima, quer pelas boas práticas na gestão das vendas, em que se destaca o expressivo crescimento da gama de produtos de valor acrescentado que comercializa", refere.

Assim, e "apesar de ter enfrentado um decréscimo da procura decorrente do encerramento de cafés e restaurantes", o EBITDA da RAR Açúcar ultrapassou os cinco milhões de euros -- "numa grande inversão relativamente a 2019" - e o volume de negócios aproximou-se dos 70 milhões de euros.

No que se refere à Acembex -- uma empresa de comércio internacional que se posiciona como um dos maiores operadores nacionais de cereais (trigo, milho, arroz, cevada) e de outras matérias-primas para a indústria agroalimentar -- registou uma faturação de 146 milhões de euros e um EBITDA de 547 mil euros.

Já a RAR Imobiliária reporta um "desempenho positivo" no ano passado, em que concluiu a comercialização do `Edifício do Parque`, concretizou a venda de 70% das moradias na `Quinta do Paço Lumiar` e iniciou a comercialização do `Novo Parque`, em Matosinhos.

"Foram transacionados alguns ativos do património imobiliário da empresa e adquiridos outros, de forma a garantir a continuidade do negócio, que representou, em 2020, um volume de três milhões de euros e um EBITDA de um milhão de euros", refere o grupo.

O grupo RAR integra um portefólio de negócios que vai das áreas de embalagem e alimentar à imobiliária e serviços.

Com um total de 4.200 colaboradores, está presente em Portugal, Alemanha, Brasil, Emirados Árabes Unidos, Espanha, México, Polónia e Reino Unido.

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