Lucros dos principais bancos caem 3,4% para 2.519 milhões de euros até junho
Lisboa, 04 ago 2026 (Lusa) - Os cinco principais bancos a operar em Portugal tiveram lucros agregados superiores a 2.500 milhões de euros no primeiro semestre, num recuo de 3,4% face aos primeiros seis meses de 2025.
Segundo contas da Lusa, Caixa Geral de Depósitos (CGD), BCP, Santander Totta, BPI e Novo Banco - que representam mais de 80% do sistema bancário - registaram lucros totais de 2.519 milhões de euros, o que compara com resultados de 2.607,8 milhões de euros do período homólogo de 2025.
Dos cinco, dois registaram uma melhoria nos lucros (CGD e BCP) e três um recuo (Santander Totta, BPI e Novo Banco).
O banco público foi o grupo que apresentou os lucros mais elevados. A CGD - que este ano celebra 150 anos - obteve 913 milhões de euros no primeiro semestre, mais 2,2% em termos homólogos.
O BCP, o maior banco privado, teve lucros até junho de 565,8 milhões de euros, mais 12,7% do que nos primeiros seis meses de 2025.
O Novo Banco divulgou hoje lucros de 367,2 milhões de euros, menos 15,6% do que entre janeiro a junho do ano passado.
Já quedas semelhantes nos lucros tiveram Santander Totta e BPI. O lucros do Santander Totta caíram 13,9% para 434 milhões de euros e o BPI registou uma quebra de 13% para 239 milhões de euros.
Segundo analisas contactados pela lusa em julho, a banca portuguesa deverá manter lucros fortes no total deste ano, eventualmente até acima dos inicialmente esperados devido à subida das taxas de juro, mas sem repetir os níveis recorde de 2025.
Olhando para as principais rubricas da conta de resultados, a margem financeira (que diz respeito à diferença entre os juros cobrados nos empréstimos e os juros pagos nos depósitos) somou 4.408 milhões de euros no primeiro semestre, praticamente inalterada (-0,4%) face a período homólogo.
Dos cinco principais bancos, a margem financeira apenas subiu no BCP e Novo Banco.
Já as comissões subiram em todos as instituições, tendo o agregado resultado em 1.346 milhões de euros, mais 5,3% do que até junho de 2025.