Macau cria centro de formação para "apoiar mercados" dos seguros lusófonos
Macau vai criar um centro de formação dos supervisores de seguros dos países lusófonos para apoiar "o desenvolvimento dos mercados locais", disse hoje o regulador português.
"A cooperação é um instrumento estratégico para o desenvolvimento dos mercados seguradores e para a robustez das instituições que os regulam, disse o presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).
A criação do Centro de Formação Avançada de Quadros Técnicos da Associação de Supervisores de Seguros Lusófonos (ASEL) consta de um acordo assinado hoje, na região chinesa, entre a Autoridade Monetária de Macau (AMCM) e a ASF.
Gabriel Bernardino disse que "a formação é o coração" da estratégia do regulador português para a cooperação lusófona, "promovendo a partilha de conhecimento técnico [e] apoiando o desenvolvimento dos mercados locais".
Os reguladores podem beneficiar de modelos "já testados e aplicados noutros países da comunidade lusófona, reduzindo custos de aprendizagem e, sobretudo, evitando erros que já tenham sido identificados", sublinhou Bernardino.
O fortalecimento das capacidades de supervisão contribui "também para o desenvolvimento sustentável, a integração e a credibilidade dos mercados no espaço de língua portuguesa", acrescentou o presidente da ASF.
"As autoridades de supervisão só podem cumprir cabalmente a sua missão se estiverem bem apetrechadas com recursos humanos de elevada competência técnica", defendeu Bernardino.
Compete aos reguladores "garantir a existência de mercados financeiramente sólidos, solventes e robustos", atuando como "a primeira linha de defesa dos consumidores e da estabilidade dos mercados", referiu ainda o português.
Bernardino falava durante uma conferência que marcou o início de uma semana de formação para 18 dirigentes de supervisores de seguros de sete países de língua portuguesa.
Na mesma conferência, o novo regulador financeiro de Macau disse que no programa da formação consta uma visita à vizinha cidade de Zhuhai, incluindo a zona económica especial de Hengqin (ilha da Montanha).
O presidente da AMCM disse que a criação do centro de formação "evidencia o papel de Macau como plataforma de serviços financeiros" entre a China e os países de língua portuguesa.
Simon Vong Sin Man, que tomou posse em fevereiro, prometeu que a cooperação com os reguladores financeiros lusófonos "continuará a desenvolver-se com renovada vitalidade".