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Manuel Pinho aponta dedo ao Governo alemão no caso da Qimonda

Manuel Pinho aponta dedo ao Governo alemão no caso da Qimonda

O ministro da Economia atribui ao Governo Federal da Alemanha a responsabilidade da Qimonda ter entrado em processo de falência. Manuel Pinho esteve ontem na Comissão Parlamentar de Economia onde revelou que fez tudo o quer possível para tentar salvar a empresa. Para hoje está prevista uma manifestação dos trabalhadores da principal fábrica da Qimonda, em Dresden.

Cristina Sambado, RTP /
“Fiz tudo rigorosamente tudo o que era possível e estava convencido que a situação ia resolver-se" RTP

“Fiz tudo rigorosamente tudo o que era possível e estava convencido que a situação ia resolver-se, mas para isso era necessário que o Governo alemão também tivesse feito a sua parte”, afirmou o ministro aos deputados.

Segundo Manuel Pinho, o Governo português esteve em negociações com o Governo da Saxónia para salvar a empresa mas o executivo de Angela Merkel inviabilizou a iniciativa ao não cumprir os seus compromissos.

“O Governo do Estado da Saxónia fez muitos elogios ao Governo português, as coisas estavam bem encaminhadas, mas depois o Governo central alemão não cumpriu a sua parte”, acusou.

“Agora a situação da Qimonda é muito difícil”, confessou.

Trabalhadores da Qimonda voltam à rua na capital da Saxónia

Os cerca de 3.300 trabalhadores da fábrica da Qimonda em Dresden vão hoje concentrar-se junto à sede do Governo Regional em defesa dos postos de trabalho. Esta é a segunda manifestação, em pouco mais de duas semanas, depois da declaração de falência do fabricante de semi-condutores a 23 de Janeiro.

O protesto de hoje foi marcado pela Comissão de Trabalhadores da Qimonda em Dresden e pelo Sindicato dos Metalúrgicos (IG Metall).

"Não há nada de substancialmente novo, mas à medida que se aproxima o fim do prazo para encontrar um investidor os trabalhadores vão ficando mais preocupados", afirmou Bernd Kruppa, porta-voz do Sindicato do IG Metall, à agência Lusa.

Segundo Kruppa, “o nosso objectivo, além de apelar aos responsáveis políticos, é também alertar para as consequências do desaparecimento na Europa da indústria de semi-condutores”.

No protesto de hoje não está prevista a participação de trabalhadores da fábrica da Qimonda em Vila do Conde, ao contrário do que aconteceu há duas semanas.

“Agora estamos à espera que aconteça qualquer coisa em Vila do Conde”, frisou o porta-voz do IG Metall.
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