Marca portuguesa de têxtil-lar Habidecor & Abyss reforça aposta na China
A empresa portuguesa de têxteis-lar Habidecor & Abyss vai inaugurar até ao final de Setembro duas novas lojas na China, elevando para 10 o total de representações no país, anunciaram hoje os representantes na China da empresa de Viseu.
A Habidecor & Abyss inaugurou na sexta-feira a primeira loja em Xangai, num centro comercial da principal rua comercial da cidade, o centro económico, financeiro e comercial da China e onde a industria e o consumo de moda estão mais desenvolvidos.
"Com a abertura até ao final do mês da novas loja em Qingdao, na costa nordeste da China e em Suzhou, perto de Xangai, no leste do país, a Habidecor & Abyss terá 10 lojas no mercado chinês", disse Wu Bin, da consultora Market Access, que representa a empresa portuguesa no mercado chinês.
Além de Xangai, a empresa tem já quatro lojas em Pequim, uma em Hangzhou, na província oriental de Zhejiang, e duas lojas em Tianjin, cerca de 100 quilómetros ao norte de Pequim.
Wu Bin considerou que a presença da Habidecor & Abyss no mercado chinês "é um sucesso que se deve a factores como a selecção de um bom parceiro de distribuição no mercado local, excelentes produtos e excelente imagem de marca e uma estratégia de vendas e distribuição apropriada e específica para o mercado chinês".
"A forte presença local dos responsáveis da empresa e o grande apoio aos distribuidores chineses dado pela sede da empresa são outros factores que facilitam a expansão da Habidecor & Abyss no mercado chinês", adiantou Wu Bin.
Baseada em Viseu, onde trabalham cerca de 200 pessoas, a empresa, que entrou em 2005 no mercado chinês, tem escritórios na Bélgica e nos Estados Unidos.
A estratégia da empresa é abrir novas lojas em cidades chinesas de média dimensão e no interior do país, disse recentemente Celso de Lemos, presidente do Conselho de Administração, em entrevista à Agência Lusa.
A Habidecor & Abyss tem uma facturação anual média que ronda os 15 milhões de euros. A empresa está presente em mais de 40 países, com os Estados Unidos da América a assegurar 30 por cento das vendas globais e a Europa entre 40 a 50 por cento.
Dos restantes mercados da empresa têxtil, os maiores são o Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Arábia Saudita e a China, incluindo Hong- Kong.