Economia
Mau tempo. Montenegro sublinha "solidariedade do Conselho Europeu para com os portugueses"
O primeiro-ministro falou ao final da noite a partir de Bruxelas, terminada a participação no Conselho Europeu, para sublinhar a solidariedade manifestada na reunião. Da parte da governação, Luís Montenegro apontou o esforço feito para que Portugal não perca nem tenha de devolver qualquer verba do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) e o apoio da comissão nesse sentido.
Foto: Olivier Matthys - EPA
O primeiro-ministro, em conferência de imprensa após a reunião de Bruxelas, assinalou ainda o esforço que está a ser feito, depois das tempestades que assolaram parte considerável do país, para que Portugal não saia prejudicado nas verbas do PRR.
Sobre este ponto, Montenegro disse ter recebido a garantia da Comissão Europeia de que Portugal "não vai perder nem devolver" qualquer dinheiro do PRR por projetos que não foram executados devido às tempestades, afirmando que será encontrada "uma solução engenhosa".
"Saímos daqui com a garantia de que, entre o Governo de Portugal e a equipa da presidente da Comissão Europeia, será encontrada uma forma de acautelar que Portugal não vai perder nem devolver nenhuma verba que tenha a ver com estes projetos que só não vão ser concluídos neste período porque é manifestamente impossível dada a forma como foram afetados por um motivo de força maior", afirmou Luís Montenegro.
O primeiro-ministro afirmou que a Comissão Europeia manifestou "disponibilidade total" para encontrar com o Governo "uma solução, uma via, os mecanismos que forem necessários" para que Portugal "não perca nenhuma das oportunidades de financiamento e investimento que estavam em curso".
Questionado pelos jornalistas se pediu a extensão do prazo do PRR de Portugal, Luís Montenegro disse que não, mas que pediu "uma solução que possa compaginar-se com as regras e a sua flexibilidade à luz de uma motivação de força maior. Posso dizer que será sempre uma solução engenhosa, mas que terá, naturalmente, de nos garantir que nós não vamos perder oportunidades fruto de um evento para o qual não temos nenhuma contribuição".
Luís Montenegro acrescentou ainda que, para fazer face ao aumento do custo da energia que está a verificar-se neste momento, uma ideia que está a ser explorada é a partilha de rede elétrica entre países da Europa.
Até que seja concretizada esta realidade da interconexão entre a Península Ibérica e o resto do território europeu, Montenegro defende um robustecimento e modernização das capacidade internas do país em termos de rede.
c/ Lusa