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Mau tempo. Supervisão de seguros admite dificuldade em dar resposta "tão imediata" a todos os sinistros

Mau tempo. Supervisão de seguros admite dificuldade em dar resposta "tão imediata" a todos os sinistros

A Autoridade de Supervisão de Seguros admite haver dificuldades em dar resposta "imediata" a todos os sinistros provocados pelas tempestades. Contudo, garante que as peritagens estão quase todas realizadas e que tudo está a ser feito para acelerar as respostas finais às vítimas.

RTP /
Paulo Novais - Lusa

Ao mesmo tempo que António José Seguro anda a visitar as regiões mais afetadas pelas tempestades, a ASF admitiu que é difícil dar uma resposta "tão imediata" aos quase 200 mil sinistros causados pelo mau tempo, escusando-se a avançar números sobre o que já foi pago.

"Tendo em conta as características e a intensidade destes fenómenos, é difícil dar uma resposta tão imediata, nós estamos a falar de quase 200 mil sinistros, e, portanto, é difícil dar uma resposta do agrado de toda a gente", destacou o diretor do Departamento de Supervisão Comportamental da ASF.

"É difícil dar uma resposta do agrado de toda a gente", frisou.

À saída de uma reunião com o presidente da República, que decorreu esta quarta-feira em Tomar, Eduardo Pereira explicou que há "sempre casos pontuais" para analisar mais uma vez, para que a resposta "seja adequada e vá ao encontro da proteção do consumidor".

"Nós temos ao nível da peritagem, daquilo que é a avaliação dos danos, quase 97 por cento dos produtos finitos já estão peritados".

A falar aos jornalistas, o responsável da ASF explicou que em alguns casos a regulação pode ser "um pouco mais lenta", por causa da "disponibilidade de fornecedor, de material, a disponibilidade de relatórios finais" e quando há bancos envolvidos.

"Há um conjunto também de dificuldade de peritagem de instalações industriais mais complexas", disse ainda, garantindo que "o mercado está a fazer tudo aquilo que pode fazer, tendo em conta as características deste evento".

"E nós estamos a acompanhar de muito perto precisamente para garantir que a proteção do consumidor continua a ser uma prioridade, também com a garantia que existe de disponibilidade financeira para fazer face aos compromissos e aos custos", afirmou.

Sobre a reunião com António José Seguro, revelou que "o senhor Presidente da República quis saber, de forma que a ASF estava a acompanhar" este processo.

"Para ter também a perceção daquilo que era a nossa visão, da forma como o mercado está a funcionar também e discutir eventuais soluções do futuro", concluiu.

 

C/Lusa

 

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