Economia
Microsoft vai comprar empresa portuguesa de <i>software</i> Mobicomp
A Microsoft vai adquirir a empresa portuguesa de software Mobicomp, naquele que é o maior investimento do gigante norte-americano de informática em Portugal. O grupo presidido por Steve Ballmer vai investir “dezenas de milhões de euros” na aquisição de todo o capital social da empresa de soluções em telecomunicações móveis, segundo o director-geral da Microsoft Portugal, Nuno Duarte.
O grupo fundado por Bill Gates afirma ter chegado a um entendimento com a Mobicomp para o “maior investimento estrangeiro directo de sempre da Microsoft Corporation em Portugal”.
“A Microsoft tem a intenção de aquisição da totalidade do capital social da Mobicomp, sedeada em Braga, empresa que vai integrar um centro de investigação e desenvolvimento como parte da rede dos centros do grupo e um dos mais importantes na área da mobilidade”, indicou o director-geral da Microsoft Portugal.
“Esse será o primeiro centro de serviços móveis da Microsoft na Europa”, precisou Nuno Duarte. “A Mobicomp complementa a visão da Microsoft e permite, com esta aquisição, colocar software a partir de Braga no nosso parque instalado de cerca de 20 milhões de licenças vendidas”, explicou.
Fundada em 2000, a Mobicomp desenvolve soluções de negócio em tecnologias de computação e comunicações móveis. Trabalha para os sectores das telecomunicações, serviços financeiros, retalho, logística e comunicação social. Sob a liderança de Carlos Oliveira, a empresa está sedeada em Braga e tem escritórios em Lisboa, Espanha, Grã-Bretanha, Finlândia e Dubai.
Com a aquisição da empresa portuguesa, a Microsoft poderá reforçar a oferta no Windows Mobile, sistema operativo para telemóveis, cujas licenças vendidas a nível internacional ascendem a 20 milhões.
Operação em dólares
Sem adiantar os valores do investimento, o responsável pela Microsoft Portugal remeteu todos os detalhes da operação – a concretizar em dólares – para o mês de Julho
“Vamos ter os detalhes finais dentro de duas a três semanas. Temos dezenas de milhões de euros de investimento. Não posso adiantar mais nada, mas é um valor significativo numa área de tecnologia de ponta”, afirmou Nuno Duarte.
Para já, o administrador da Microsoft Portugal assegura que será mantida a totalidade dos trabalhadores da Mobicomp.
Operação revela “grande capacidade de inovação”
Para o ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, o anúncio da aquisição da Mobicomp deixa patente “a grande capacidade de inovação” existente no país.
“Portugal está no radar das grandes empresas internacionais”, afirmou Pinho em declarações à Agência Lusa.
O governante assinala “o grande investimento” da Microsoft em Portugal, que se traduz no “grande reconhecimento da capacidade inovadora” do país.
A operação, disse o titular da pasta da Economia, “prova que há excelentes projectos fora de Lisboa e Porto”.
“Este investimento é ainda melhor numa altura em que é preciso criar sinais de confiança, atendendo à conjuntura actual”, sustentou Manuel Pinho.
Por sua vez, o coordenador nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, considera que “esta operação tem a mesma importância para a indústria portuguesa como o Cristiano Ronaldo tem para o futebol”. É “como se a Porsche decidisse introduzir um motor português num dos seus carros”, acrescentou.
“Quando uma empresa como a Microsoft decide incorporar uma tecnologia desenvolvida em Portugal por uma empresa portuguesa, isto coloca a nossa indústria de software no mapa global”, afirmou Zorrinho em declarações citadas pela Agência Lusa.
“A Microsoft tem a intenção de aquisição da totalidade do capital social da Mobicomp, sedeada em Braga, empresa que vai integrar um centro de investigação e desenvolvimento como parte da rede dos centros do grupo e um dos mais importantes na área da mobilidade”, indicou o director-geral da Microsoft Portugal.
“Esse será o primeiro centro de serviços móveis da Microsoft na Europa”, precisou Nuno Duarte. “A Mobicomp complementa a visão da Microsoft e permite, com esta aquisição, colocar software a partir de Braga no nosso parque instalado de cerca de 20 milhões de licenças vendidas”, explicou.
Fundada em 2000, a Mobicomp desenvolve soluções de negócio em tecnologias de computação e comunicações móveis. Trabalha para os sectores das telecomunicações, serviços financeiros, retalho, logística e comunicação social. Sob a liderança de Carlos Oliveira, a empresa está sedeada em Braga e tem escritórios em Lisboa, Espanha, Grã-Bretanha, Finlândia e Dubai.
Com a aquisição da empresa portuguesa, a Microsoft poderá reforçar a oferta no Windows Mobile, sistema operativo para telemóveis, cujas licenças vendidas a nível internacional ascendem a 20 milhões.
Operação em dólares
Sem adiantar os valores do investimento, o responsável pela Microsoft Portugal remeteu todos os detalhes da operação – a concretizar em dólares – para o mês de Julho
“Vamos ter os detalhes finais dentro de duas a três semanas. Temos dezenas de milhões de euros de investimento. Não posso adiantar mais nada, mas é um valor significativo numa área de tecnologia de ponta”, afirmou Nuno Duarte.
Para já, o administrador da Microsoft Portugal assegura que será mantida a totalidade dos trabalhadores da Mobicomp.
Operação revela “grande capacidade de inovação”
Para o ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, o anúncio da aquisição da Mobicomp deixa patente “a grande capacidade de inovação” existente no país.
“Portugal está no radar das grandes empresas internacionais”, afirmou Pinho em declarações à Agência Lusa.
O governante assinala “o grande investimento” da Microsoft em Portugal, que se traduz no “grande reconhecimento da capacidade inovadora” do país.
A operação, disse o titular da pasta da Economia, “prova que há excelentes projectos fora de Lisboa e Porto”.
“Este investimento é ainda melhor numa altura em que é preciso criar sinais de confiança, atendendo à conjuntura actual”, sustentou Manuel Pinho.
Por sua vez, o coordenador nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, considera que “esta operação tem a mesma importância para a indústria portuguesa como o Cristiano Ronaldo tem para o futebol”. É “como se a Porsche decidisse introduzir um motor português num dos seus carros”, acrescentou.
“Quando uma empresa como a Microsoft decide incorporar uma tecnologia desenvolvida em Portugal por uma empresa portuguesa, isto coloca a nossa indústria de software no mapa global”, afirmou Zorrinho em declarações citadas pela Agência Lusa.