Economia
Microsoft vai eliminar 4.800 postos de trabalho
A Microsoft anunciou esta segunda-feira que vai cortar 4.800 postos de trabalho, o que equivale a 2,1 por cento da força laboral da empresa. A reestruturação da divisão de videojogos é um dos principais motivos apresentados.
Esta gigante tecnológica justificou a decisão com a necessidade de “ajustar recursos, investimentos e esforços” num ambiente tecnológico que “evolui a grande velocidade”, adiantou a diretora de recursos humanos da empresa, Amy Coleman.
Nesta reestruturação, a divisão de videojogos Xbox será uma das áreas mais afetadas, com o corte de 3.200 postos de trabalho, ou seja, 20 por cento dos trabalhadores. Destes, 1.600 funcionários despedidos de imediato.
A Microsoft acumula perdas de cerca de 19 por cento só este ano, num contexto em que os investidores questionam o impacto da inteligência artificial generativa no negócio.
Nesta reestruturação, a divisão de videojogos Xbox será uma das áreas mais afetadas, com o corte de 3.200 postos de trabalho, ou seja, 20 por cento dos trabalhadores. Destes, 1.600 funcionários despedidos de imediato.
Este anúncio faz parte de um plano de reorganização da divisão de videojogos, que inclui a venda de quatro estúdios da Microsoft.
“O nosso negócio (de videojogos) não está a correr bem”, escreveu Asha Sharma, responsável da Microsoft Gaming. “As nossas margens operacionais são três a dez vezes inferiores às de plataformas e editoras comparáveis”, explicou no comunicado de imprensa.
A executiva acrescentou que a Microsoft tem “custos estruturais mais elevados” com as consolas Xbox do que os seus concorrentes diretos, a Sony e a Nintendo.
A executiva acrescentou que a Microsoft tem “custos estruturais mais elevados” com as consolas Xbox do que os seus concorrentes diretos, a Sony e a Nintendo.
A redução de pessoal insere-se num processo mais amplo de transformação da tecnológica, que já realizou várias rondas de despedimentos nos últimos anos: em 2025 foram eliminados 9.000 postos de trabalho, ou seja, 7 por cento da força de trabalho nos Estados Unidos.
No início de 2023, a empresa anunciou o despedimento de 10 mil pessoas.
A Microsoft acumula perdas de cerca de 19 por cento só este ano, num contexto em que os investidores questionam o impacto da inteligência artificial generativa no negócio.