Ministro da Economia aponta aumento do salário médio líquido real de 13,7% como "melhor resultado da governação"
O ministro da Economia apontou hoje o aumento do salário médio líquido real de 13,7% em dois anos como "o melhor resultado da governação" PSD/CDS-PP e um exemplo de uma reforma que se faz "sem nenhuma lei".
Manuel Castro Almeida falava nas jornadas parlamentares do PSD, num painel sobre o programa Portugal Transformação Recuperação Resiliência (PTRR), lançado pelo Governo depois da sucessão de tempestades que atingiram o país e causaram 18 mortes e centenas de desalojados.
No entanto, o ministro quis aproveitar esta oportunidade para responder a uma das mensagens deixadas pelo antigo vice-primeiro-ministro Paulo Portas, que foi na terça-feira o orador convidado das jornadas do PSD.
Nesse jantar, o antigo líder do CDS-PP considerou que o salário médio líquido está demasiado próximo do salário mínimo", lembrando que o salário médio líquido paga impostos e o mínimo não, aconselhando o Governo a concentrar a sua atenção no primeiro.
Na resposta, hoje, Castro Almeida fez questão de deixar números sobre os dois anos da responsabilidade do Governo PSD/CDS-PP.
"Se retirarmos a inflação o salário médio líquido real, ou seja, despido da inflação, aquele que vai para o bolso das pessoas, que permite ir ao supermercado, esse salário cresceu 13,7% em dois anos. Mostrem-me outros dois anos onde isto tenha acontecido", desafiou.
O ministro da Economia acrescentou que, se o primeiro-ministro "tivesse resolvido atribuir a todos os portugueses o 15º mês, isto daria um aumento do salário médio líquido de 8,3%".
"Pois ele atribuiu o 15º e quase o 16º porque o que deu foi 13,7%. Isto é o melhor indicador de resultado deste Governo, na minha apreciação (...) Melhorar os rendimentos é o grande indicador de resultado da ação deste Governo", defendeu.
Após várias intervenções do antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho a pedir ao Governo reformas, o ministro da Economia -- sem nunca referir o nome do antigo líder do PSD - defendeu que "há reformas que se fazem sem nenhuma lei", referindo-se à descida dos impostos.
"É uma reforma que não dá resultados, não dá manifestações exuberantes, não atiramos foguetes para o ar, mas depois o resultado sente-se. E vai sentir-se aonde? Justamente no salário líquido médio dos portugueses", defendeu.