Ministro da Economia. Combustível para aviões não será problema para turismo em Portugal

Ministro da Economia. Combustível para aviões não será problema para turismo em Portugal

O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, disse hoje que o combustível para aviões não será um problema para o turismo no país, setor que está a registar um crescimento mais moderado.

Lusa /
Foto: Paulo Cunha - Lusa

"(...) A parte dos combustíveis, designadamente do combustível para os aviões, tudo indica que não vai ser um problema para Portugal. Com os dados que nós temos hoje, não será um problema o turismo [proveniente do estrangeiro] por causa do efeito do combustível dos aviões", declarou Castro Almeida, em Porto de Mós.

O governante falava aos jornalistas após a apresentação da nova campanha promovida pelo Turismo de Portugal e destinada ao turismo interno "Não procures mais longe. Encontra o teu país", criada na sequência dos impactos provocados pelo mau tempo no início do ano em várias regiões que enfrentam uma necessidade acrescida de dinamização económica.

Questionado sobre a eventualidade de o combustível não faltar para os aviões que transportam milhares de turistas para Portugal, mas de o preço daquele pesar no bolso dos portugueses, face aos aumentos sucessivos, e de tal poder ser um problema para o turismo interno, ao qual se dirige esta campanha, o ministro respondeu que "as pessoas farão as férias que puderem fazer".

"O nosso apelo é apenas que, ao equacionar os destinos de férias para quem puder fazer férias, não se esqueça do turismo interno e desta região em particular, para quem puder fazer férias pelo tempo que puder fazê-las, evidentemente", referiu.

Antes, salientou que "houve um problema grave no Centro do país, na Região de Leiria, nos territórios próximos de Leiria, e o país é muito solidário", para considerar que esta é uma realidade que "as pessoas não devem esquecer".

"Na hora de fazer escolhas, apelamos a que o país se lembre de que é solidário e que esta região precisa mais do que as outras", reiterou Castro Almeida.

Já na sessão de apresentação da campanha, que decorreu no Castelo de Porto de Mós, o ministro recuou aos meses de janeiro e fevereiro, para lembrar os "fenómenos climatéricos extremos que atingiram o país" e "provocaram danos profundos em infraestruturas, habitações e no tecido económico e social".

Depois, reconheceu que o turismo "é também, neste momento, um instrumento concreto de recuperação" e, com o lançamento da campanha, "mais do que promover destinos", está a ativar-se "uma resposta económica e social".

O governante adiantou que, este ano, o crescimento deste setor "tem sido mais moderado, refletindo o contexto internacional e os efeitos das intempéries".

"Falamos de crescimento mais moderado, mas falamos de crescimento apesar de tudo", declarou, para destacar que "o turismo continua a demonstrar a sua solidez e capacidade de geração de valor".

Nesse sentido, observou que, de acordo com o Banco de Portugal, no primeiro trimestre deste ano, "as receitas turísticas ultrapassaram os 5,1 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de cerca de 3,8% face ao mesmo período do ano anterior".

"São números que confirmam que, mesmo num contexto mais exigente, o turismo continua a afirmar-se como um dos principais motores da economia portuguesa", considerou.

Por outro lado, Castro Almeida rejeitou que o país tenha turistas a mais.

"Há quem diga que Portugal tem turistas a mais. Mas essa é uma perceção que não corresponde à realidade do país como um todo. É verdade que, em determinados períodos do ano, em alguns locais específicos, existe maior pressão. Mas isso não acontece todo o ano, nem acontece em todo o território", observou, reconhecendo a necessidade "de distribuir melhor os fluxos, no espaço e no tempo, e de valorizar mais os territórios".

Por isso, "o turismo interno assume uma importância estratégica", pois "contribui para estabilizar a atividade ao longo do ano", apoia diretamente o tecido empresarial nacional e "assegura que a riqueza gerada pelo turismo chega a todos os territórios".

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