Ministro das Finanças diz que economia portuguesa não será afectada por turbulência dos mercados
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, rejeitou que haja impactos directos na economia portuguesa por causa da turbulência e volatilidade nos mercados financeiros, considerando que não é necessário rever as perspectivas de crescimento para 2007.
"Não é de esperar impactos directos sobre a economia portuguesa da actual turbulência e algum impacto indirecto será de pequena dimensão, não muito significativa", afirmou o ministro, que presidiu hoje, no Porto, à reunião dos ministros das Finanças da União Europeia, Ecofin.
Falando na conferência de imprensa após a primeira sessão do trabalho do encontro informal de ministros, cuja segunda sessão se realiza no sábado, Fernando Teixeira dos Santos afirmou que "as entidades financeiras portuguesas não estão expostas de forma significativa aos riscos".
Adicionalmente, disse, o crescimento da economia portuguesa tem sido feito com um "contributo reforçado da procura interna, que a protege de algumas flutuações da procura externa", que, por sua vez, "tem mostrado alguma dinâmica nos mercados emergentes fora da União Europeia".
Finalmente, o ministro das Finanças apontou o facto de a economia portuguesa estar hoje em situação bem mais confortável do que há algum tempo atrás.
"Os fundamentos da nossa economia estão mais robustos que há alguns anos atrás, graças ao esforço de consolidação orçamental e às reformas que têm vindo a ser implementadas", afirmou.