Moçambique espera decisão da Exxon para maior investimento em África em setembro diz PR

Moçambique espera decisão da Exxon para maior investimento em África em setembro diz PR

Moçambique espera a decisão final de investimento da ExxonMobil para o megaprojeto de Gás Natural Liquefeito (GNL) em Cabo Delgado em setembro, disse à Lusa o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, sublinhando ser o maior investimento privado em África.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Luísa Nhantumbo - Lusa

"Estamos a dar bons passos com a Exxon", afirmou o chefe de Estado moçambicano, que parte hoje para Lisboa, para uma visita oficial de quatro dias, em entrevista à Lusa.

"Estamos a trabalhar para que, se tudo correr bem, até setembro deste ano, de 2026, possamos também assinar a decisão final de investimento. Estamos a falar do maior projeto de investimento privado do continente africano, cerca de 20 mil milhões de dólares [17,5 mil milhões de euros]", enfatizou.

A petrolífera norte-americana ExxonMobil lidera o megaprojeto Rovuma LNG, em Cabo Delgado, que prevê partilha de infraestruturas com o megaprojeto vizinho da TotalEnergies, em construção.

Em 26 de janeiro, em Afungi, durante a cerimónia de retoma do megaprojeto da TotalEnergies, após quase cinco anos de suspensão devido aos ataques terroristas, o Presidente moçambicano perspetivou o arranque dentro de cerca de um ano do megaprojeto da ExxonMobil.

A ExxonMobil anunciou em 20 de novembro passado que levantou a declaração de `força maior` para o megaprojeto de gás natural em Cabo Delgado, passo essencial para a Decisão Final de Investimento (FID, na sigla em inglês), agora prevista para setembro de 2026.

A petrolífera suspendeu o projeto de gás Rovuma LNG, um dos maiores em África, na sequência dos ataques terroristas em 2021 em Cabo Delgado.

Moçambique tem três megaprojetos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de GNL da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, ao largo da costa de Cabo Delgado.

A ExxonMobil prevê a produção de 18 milhões de toneladas por ano (mtpa) de GNL na Área 4. Já o projeto da Área 1, liderado pela TotalEnergies, em retoma, prevê entregas de GNL em 2029 e uma capacidade de 13 mtpa.

Soma-se o da italiana Eni, que produz desde 2022 através da plataforma flutuante Coral Sul, capacidade que será duplicada para sete mtpa a partir de 2028 com a segunda plataforma Coral Norte, num investimento de 7,2 mil milhões de dólares (6,2 mil milhões de euros) cuja FID foi assinada em outubro, além da perspetiva de desenvolvimento de uma terceira unidade.

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