Mongólia afirma que amizade com a China é prioridade de política externa do país
O Presidente mongol afirmou que a amizade com Pequim constitui uma prioridade da política externa do país e manifestou vontade de aprofundar a cooperação bilateral, durante uma reunião em Ulan Bator com o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês.
Ukhnaagiin Khürelsükh afirmou, no sábado, que os dois países têm vindo "a aprofundar continuamente" a "cooperação mutuamente benéfica" e manifestou confiança de que o comércio bilateral alcance este ano os 20 mil milhões de dólares (17,3 mil milhões de euros), de acordo com um comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.
O líder da Mongólia reiterou ainda que Taiwan "é parte inalienável" do território chinês e sustentou que as questões relativas a Hong Kong, Tibete e Xinjiang são "assuntos internos" da China, lê-se na nota.
Khürelsükh manifestou apoio às iniciativas globais promovidas pelo Presidente chinês, Xi Jinping, ainda de acordo com o comunicado.
No encontro, Wang Yi assegurou que a política da China em relação à Mongólia mantém "continuidade e estabilidade" e reiterou que Pequim vai continuar a atribuir às relações com o país vizinho uma posição de relevo.
O chefe da diplomacia chinesa manifestou disponibilidade de Pequim para aprofundar a cooperação em vários domínios - incluindo energia, recursos minerais, comércio e investimento - bem como para explorar novas áreas de crescimento ligadas aos minerais críticos, ao desenvolvimento verde e à economia digital.
A agência oficial mongol Montsame informou, por seu lado, que durante o encontro os dois líderes falaram sobre o aumento do comércio bilateral, a expansão das exportações mineiras, o desenvolvimento de infraestruturas, a ligação ferroviária, o petróleo, a energia verde, a inteligência artificial e o comércio eletrónico.
Durante a visita à Mongólia, Wang Yi deverá ainda reunir-se com o primeiro-ministro mongol, Uchral Nyam-Osor, e a ministra dos Negócios Estrangeiros, Batmunkh Battsetseg.