Economia
Monti tenta relançar economia de Itália
O primeiro ministro italiano Mario Monti anunciou um vasto programa para tentar relançar a economia italiana e reduzir a dívida pública que ultrapassa os 120% do PIB. O pacote de medidas prevê a redução de altos funcionários do Estado e a venda de imóveis e de três sociedades públicas.
As três sociedades mencionadas são a Fintecna, holding que controla os estaleiros navais Fincantieri, a Sace, sociedade que gere o crédito e os seguros das exportações e a Simest, sociedade de apoio às empresas italianas no estrangeiro.
Serão vendidas à Caixa italiana, de forma a permanecerem sob controlo estatal, ao mesmo tempo que é reduzida a dívida pública, conforme afirmou o executivo.
"O impacto será notável. Num mês, a dívida deverá baixar 10 mil milhões de euros com a venda de importantes sociedades públicas", anunciou o vice-ministro da Economia, Vittorio Grilli.
Venda de património imobiliário
Roma criou ainda um Fundo para onde será transferida a posse de todos os imóveis públicos, do Estado e de coletividades locais, os quais serão "recuperados e vendidos".
Grilli sublinhou que "milhares" de sociedades locais e serviços públicos (água, serviços sanitários, etc) poderão assim ser vendidos mas garantiu que o executivo não pretende ceder os seus ativos na Eni (petróleo), Enel (energia) ou na Finmeccanica (defesa).
O governo italiano não apresentou nenhuma estimativa dos ganhos com a venda dos ativos imobiliários mas o jornal Il Sole 24 Ore, cita "fontes bem informadas" e refere que o executivo de Monti espera arrecadar 30 mil milhões de euros até ao fim do ano e cerca de 200 mil milhões em cinco anos.
Diversas tentativas de venda de imóveis estatais lançadas por anteriores governos italianos obtiveram resultados modestos, lembram analistas da agência Reuters.
Apoios à economia
O pacote de relançamento económico inclui ainda a a simplificação das regras de declaração de falência e de burocracia de forma a que as empresas possam reestruturar as dívidas e relançar-se mais rapidamente.
Serão ainda implementadas reduções fiscais, tanto a obras de remodelação como forma de apoio ao setor de construção, uma linha de crédito a empresas que contratem jovens altamente qualificados e desenvolvam políticas "verdes".
Segundo o ministro do Desenvolvimento económico, Corrado Passera, estas medidas deverão permitir injetar na economia de 70 a 80 mil milhões de euros de recursos públicos e privados.
Redução de dirigentes e funcionários
O primeiro-ministro Mário Monti considerou o pacote de medidas "muito robusto" e, acrescentou que, para dar o exemplo e de forma a reduzir "o peso do Estado", o número de dirigentes de empresas públicas será reduzido em 20% e o de funcionários da presidência do Conselho e no ministério da Economia em 10%. As Forças Armadas serão igualmente reduzidas.
O plano foi apresentado durante uma conferência de imprensa após um conselho de ministros de mais de cinco horas. O executivo italiano pretende acalmar os mercados que esta semana aumentaram a pressão sobre a terceira economia da zona euro.
A legislação hoje apresentada deverá entrar imediatamente em vigor mas terá de ser aprovada dentrod e 60 dias pelo parlamento para se tornar lei.
A reforma laboral apresentada há três meses após semanas de nogociação com os sindicatos e patrões ainda não foi sequer votada pelos deputados.
Serão vendidas à Caixa italiana, de forma a permanecerem sob controlo estatal, ao mesmo tempo que é reduzida a dívida pública, conforme afirmou o executivo.
"O impacto será notável. Num mês, a dívida deverá baixar 10 mil milhões de euros com a venda de importantes sociedades públicas", anunciou o vice-ministro da Economia, Vittorio Grilli.
Venda de património imobiliário
Roma criou ainda um Fundo para onde será transferida a posse de todos os imóveis públicos, do Estado e de coletividades locais, os quais serão "recuperados e vendidos".
Grilli sublinhou que "milhares" de sociedades locais e serviços públicos (água, serviços sanitários, etc) poderão assim ser vendidos mas garantiu que o executivo não pretende ceder os seus ativos na Eni (petróleo), Enel (energia) ou na Finmeccanica (defesa).
O governo italiano não apresentou nenhuma estimativa dos ganhos com a venda dos ativos imobiliários mas o jornal Il Sole 24 Ore, cita "fontes bem informadas" e refere que o executivo de Monti espera arrecadar 30 mil milhões de euros até ao fim do ano e cerca de 200 mil milhões em cinco anos.
Diversas tentativas de venda de imóveis estatais lançadas por anteriores governos italianos obtiveram resultados modestos, lembram analistas da agência Reuters.
Apoios à economia
O pacote de relançamento económico inclui ainda a a simplificação das regras de declaração de falência e de burocracia de forma a que as empresas possam reestruturar as dívidas e relançar-se mais rapidamente.
Serão ainda implementadas reduções fiscais, tanto a obras de remodelação como forma de apoio ao setor de construção, uma linha de crédito a empresas que contratem jovens altamente qualificados e desenvolvam políticas "verdes".
Segundo o ministro do Desenvolvimento económico, Corrado Passera, estas medidas deverão permitir injetar na economia de 70 a 80 mil milhões de euros de recursos públicos e privados.
Redução de dirigentes e funcionários
O primeiro-ministro Mário Monti considerou o pacote de medidas "muito robusto" e, acrescentou que, para dar o exemplo e de forma a reduzir "o peso do Estado", o número de dirigentes de empresas públicas será reduzido em 20% e o de funcionários da presidência do Conselho e no ministério da Economia em 10%. As Forças Armadas serão igualmente reduzidas.
O plano foi apresentado durante uma conferência de imprensa após um conselho de ministros de mais de cinco horas. O executivo italiano pretende acalmar os mercados que esta semana aumentaram a pressão sobre a terceira economia da zona euro.
A legislação hoje apresentada deverá entrar imediatamente em vigor mas terá de ser aprovada dentrod e 60 dias pelo parlamento para se tornar lei.
A reforma laboral apresentada há três meses após semanas de nogociação com os sindicatos e patrões ainda não foi sequer votada pelos deputados.