Economia
Moody`s volta a cortar rating de CP e Refer
A agência Moody's acaba de cortar o rating da CP e da Refer em um nível, de B1 para B2. Esta segunda mexida em apenas dois meses é a reação da agência de notação ao anúncio do Governo de uma reestruturação do Setor Empresarial do Estado. Este argumento não justifica no entanto qualquer mexida na notação da Parpública e da RTP, que se mantêm assim no nível B1.
A Moody’s explica que a decisão de voltar a cortar o rating da CP (Comboios de Portugal) e da Refer (Rede Ferroviária Nacional) é uma resposta ao anúncio do Governo relativamente à intenção de avançar com uma reestruturação profunda do Setor Empresarial do Estado (SEE).
Já no início de julho a agência de notação tinha cortado nos ratings de CP, Refer, Parpública e RTP, então atiradas para o nível B1, correspondente a ‘junk’ (lixo). Estas empresas estatais ficavam ainda com 'outlook' negativo, de acordo com o comunicado da altura. A perspetiva sobre a nota das duas empresas mantém-se negativo
Para o corte desta terça-feira, a Moody's explica que, havendo perspetivas no longo prazo de um impacto positivo para CP e Refer com o plano do Governo, existem, no entanto, “riscos associados à sua implementação no curto prazo”.
A agência destaca aqui a imprevisibilidade do comportamento dos atuais credores durante o período em que forem operadas as mudanças no SEE, o que tornará a sua vontade de manterem o financiamento numa incógnita.
Para o caso concreto da Refer e da CP, a Moody's refere que têm conseguido refinanciar a sua dívida de curto prazo, mas são, ainda assim, aquelas que têm o maior volume de dívida a expirar nos próximos doze meses, o que as torna mais vulneráveis a desenvolvimentos negativos.
Por outro lado, é explicado no comunicado da agência que o corte é apenas de um nível porque acredita que os bancos aceitarão estender a maturidade da dívida de ambas as empresas, que devem ainda contar com o apoio financeiro do Estado, se necessário.
Todos estes argumentos acabam por não ter influência no rating da Parpública e RTP, porque a Moody’s considera que há nestas duas empresas um menor risco de liquidez.
Já no início de julho a agência de notação tinha cortado nos ratings de CP, Refer, Parpública e RTP, então atiradas para o nível B1, correspondente a ‘junk’ (lixo). Estas empresas estatais ficavam ainda com 'outlook' negativo, de acordo com o comunicado da altura. A perspetiva sobre a nota das duas empresas mantém-se negativo
Para o corte desta terça-feira, a Moody's explica que, havendo perspetivas no longo prazo de um impacto positivo para CP e Refer com o plano do Governo, existem, no entanto, “riscos associados à sua implementação no curto prazo”.
A agência destaca aqui a imprevisibilidade do comportamento dos atuais credores durante o período em que forem operadas as mudanças no SEE, o que tornará a sua vontade de manterem o financiamento numa incógnita.
Para o caso concreto da Refer e da CP, a Moody's refere que têm conseguido refinanciar a sua dívida de curto prazo, mas são, ainda assim, aquelas que têm o maior volume de dívida a expirar nos próximos doze meses, o que as torna mais vulneráveis a desenvolvimentos negativos.
Por outro lado, é explicado no comunicado da agência que o corte é apenas de um nível porque acredita que os bancos aceitarão estender a maturidade da dívida de ambas as empresas, que devem ainda contar com o apoio financeiro do Estado, se necessário.
Todos estes argumentos acabam por não ter influência no rating da Parpública e RTP, porque a Moody’s considera que há nestas duas empresas um menor risco de liquidez.