Nogueira Leite demite-se da CGD porque instituição não agiu sobre denúncias de ilícitos criminais

Nogueira Leite demite-se da CGD porque instituição não agiu sobre denúncias de ilícitos criminais

António Nogueira Leite demitiu-se da administração da Caixa Geral de Depósitos por não concordar com a forma como o atual administrador decidiu tratar as denúncias de existência de ilícitos criminais praticados na década passada por diretores em funções na instituição, noticia o Público de hoje.

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Segundo explica o jornal, antes de apresentar a demissão, António Nogueira Leite chamou ao seu gabinete Jorge Mota, um dos trabalhadores que denunciou as ilegalidades de falta de rigor na aquisição de material de equipamentos de segurança praticados por quadros do grupo ainda em funções, como forma de marcar uma posição face à atual gestão do bacno público.

Na reunião, o trabalhador terá falado de uma carta do advogado Garcia Pereira, de 44 páginas, enviada este mês a várias entidades e que menciona a "ocultação" durante 15 anos de um inquérito interno com "fortes indícios" de crimes de coação, cópias de material não patenteado e corrupção envolvendo quadros de topo do grupo estatal. "Documento que Garcia Pereira diz ter sido ignorado, em 2006, por Francisco Bandeira, então vice-presidente, quando aplicou castigos a trabalhadores que denunciaram as alegadas irregularidades", escreve o Público.

Segundo o jornal, "os factos mais recentes remontam a 14 de Março de 2012, quando Garcia Pereira deu conhecimento a Passos Coelho e a Vítor Gaspar das participações criminais contra os diretores do banco que, segundo ele, cometeram as ilicitudes e contra Francisco Bandeira. O advogado mencionou uma carta aberta, de 7 de Dezembro de 2006, subscrita por Francisco Murtinheira, e enviada ao ex-ministro das Finanças Teixeira dos Santos, que solicitou informações a Santos Ferreira. Na sequência, e com base num inquérito produzido por Henrique de Melo e Armando Guedes, que Garcia Pereira declara estar sustentado em falsidades, o então vice-presidente da Caixa, Francisco Bandeira, aplicou a Murtinheira uma suspensão sem vencimento".

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